Dólar recua com alívio no exterior e Previdência aprovada em 1ºturno

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     Porto Alegre, 02 de outubro de 2019 – O dólar comercial fechou em queda de 0,67% no mercado à vista, cotado a R$ 4,1350 para venda, reagindo ao enfraquecimento da moeda no exterior e à conclusão da tramitação da reforma da Previdência em primeiro turno no Senado após ser votada ontem e ter os destaques analisados ao longo da sessão.

    Enquanto o pessimismo global tomou conta da sessão, com o mercado de ações bastante negativo aqui e no exterior, o dólar “deu uma aliviada” entre as moedas de países emergentes, principalmente. “O receio dos investidores com o desaquecimento da economia global, principalmente, após a divulgação de indicadores um pouco mais fracos nos Estados Unidos levou o dólar às máximas na primeira dos negócios”, comenta o analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho.

    Após a surpresa negativa com os números mais fracos da atividade industrial norte-americana, os dados de emprego no setor privado, divulgados pela ADP, com a criação de 135 mil vagas em setembro podem indicar um payroll mais fraco, na sexta-feira, indicam analistas, após desacelerar em relação ao mês anterior (157 mil vagas, em dado revisado).

    Além da sessão mais positiva para moedas emergentes, investidores locais reagiram positivamente a mais um processo concluído da reforma da Previdência. O Senado finalizou os trâmites da reforma em primeiro turno aprovada ontem, o que acelerou as perdas da moeda estrangeira na reta final do pregão. “A aprovação da reforma trouxe uma energia renovada ao real que passou a renovar mínimas”, acrescenta o analista. A moeda chegou a R$ 4,1310 (-0,77%), menor nível intraday.

    Para o analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho, o dólar pode voltar a subir amanhã em correção ao alívio exibido hoje. A agenda econômica, carregada de índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos e na Europa, pode influenciar a cotação da moeda. “A depender dos números, podem indicar mais receios de recessão da economia global. São números que merecem atenção mais uma vez”, acrescenta.

    Sobre a Previdência, ele acrescenta que agora o mercado segue atento aos prazos para sessões de análise da matéria em segundo turno, além da

votação, que segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ocorrerá até 15 de outubro.

     As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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