Mercado de milho deve ter dia de cautela, com recuo do dólar

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      Porto Alegre, 3 de outubro de 2019 – O mercado brasileiro de milho deve ter um dia de maior cautela nos negócios, em meio à queda de preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago e no recuo do dólar frente ao real.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em dezembro/19 operavam com perda 1,75 centavo, ou 0,45% em relação ao fechamento anterior, cotada a US$ 3,86 por bushel.

* O mercado estendeu o tom negativo de ontem, avaliando o desempenho das vendas líquidas semanais norte-americanas de milho.

* As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2019/20, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 562.600 toneladas na semana encerrada em 26 de setembro. México liderou as compras com 361.100 toneladas. Para a temporada 2020/21, foram mais 2.500 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 400 mil e 850 mil de toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

* Ontem (2), os contratos de milho com entrega em dezembro de 2019 fecharam a US$ 3,87 3/4, baixa de 4,75 centavos de dólar, ou 1,21%, em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com desvalorização de 0,19% a R$ 4,1270.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia fecharam em queda. Xangai, feriado; e Tóquio, -2,01%.

* As principais bolsas na Europa operam mistas. Paris, +0,29%; Frankfurt, feriado

 e Londres, -0,96%.

* O petróleo opera em baixa. Novembro do WTI em NY: US$ 51,87 o barril (-1,46%).

* O Dollar Index registra baixa de 0,07%, a 98,95 pontos.

MERCADO

* O mercado brasileiro de milho registrou preços em alta nesta quarta-feira. As cotações seguem reagindo à oferta controlada pelos produtores. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado está se descolando da influência maior da Bolsa de Chicago e do câmbio e mais atento ao cenário interno de oferta e demanda.

* Os produtores estão com fraco interesse de venda, esperando por preços melhores. Molinari ressalta ainda que as exportações seguem firmes e há boa demanda interna, o que garante sustentação ao mercado.

* No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 40,00/41,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 41,00/42,50 a saca.

* No Paraná, a cotação ficou em R$ 36,50/37,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 38,00/40,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 41,00/42,50 a saca.

* No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 41,00/42,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 37,00/38,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 32,50/33,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 29,00/30,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

AGENDA

– Produção mundial de grãos – AMIS/FAO, início do dia.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (4/10)

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada em função de um feriado.

– EUA: O resultado da balança comercial de agosto será publicado às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego referentes a setembro serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.     

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– Dados de produção, vendas e exportação de máquinas agrícolas em setembro – Anfavea, a partir das 11hs.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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