Embarque aquém do esperado pressiona mercado de frango em setembro

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     Porto Alegre, 4 de outubro de 2019 – O mercado brasileiro de frango registrou um desempenho menor que o previsto nas exportações ao longo de setembro. “Esse fator, associado ao aumento dos alojamentos de pintos de corte, elevando a oferta doméstica, acabou pressionando as cotações ao longo do mês, tanto no quilo vivo, quanto para alguns nos cortes congelados e resfriados vendidos no atacado”, explica o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias.

     De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços tiveram alterações para os cortes congelados de frango ao longo de setembro. O quilo do peito no atacado baixou de R$ 5,50 para R$ 5,30, o quilo da coxa avançou de R$ 5,00 para R$ 5,10 e quilo da asa de R$ 6,65 para R$ 7,30. Na distribuição, o quilo do peito baixou de R$ 5,60 para R$ 5,50, o quilo da coxa subiu de R$ 5,20 para R$ 5,30 e o quilo da asa de R$ 6,85 para R$ 7,50.

     Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de mudanças ao longo do mês. No atacado, o preço do quilo do peito baixou de R$ 5,60 para R$ 5,40, o quilo da coxa subiu de R$ 5,12 para R$ 5,22 e o quilo da asa de R$ 6,73 para R$ 7,38. Na distribuição, o preço do quilo do peito baixou de R$ 5,70 para R$ 5,60, o quilo da coxa subiu de R$ 5,32 para R$ 5,42 e o quilo da asa de R$ 6,93 para R$ 7,58.

     Iglesias sinaliza que os embarques de carne de frango do Brasil se mostraram mais fracos nos últimos dois meses, especialmente para a China, com a decisão dos asiáticos de importar volumes representativos de carne suína dos Estados Unidos e, também, com a decisão do governo de liberar estoques congelados dessa proteína em diversas províncias.

     As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 489,30 milhões em setembro (21 dias úteis), com média diária de US$ 23,3 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 298,60 mil toneladas, com média diária de 14,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.638,60.

    Na comparação com agosto, houve alta de 2,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 4,1% na quantidade média diária exportada e baixa de 1,6% no preço. Na comparação com setembro de 2018, houve baixa de 14,3% no valor médio diário, perda de 19,4% na quantidade média diária e ganho de 6,4% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo baixou de R$ 3,40 para R$ 3,20. Em São Paulo o quilo vivo continuou em R$ 3,30.

     Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ 2,50. No oeste do Paraná o preço subiu de R$ 3,05 para R$ 3,07 na integração. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo baixou de R$ 3,35 para R$ 3,25.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango retrocedeu de R$ 3,35 para R$ 3,15. Em Goiás o quilo vivo baixou de R$ 3,35 para R$ 3,15. No Distrito Federal o quilo vivo recuou de R$ 3,40 para R$ 3,20.

     Em Pernambuco, o quilo vivo retrocedeu de R$ 4,50 para R$ 4,20. No Ceará a cotação do quilo vivo caiu de R$ 4,50 para R$ 4,20 e, no Pará, o quilo vivo recuou de R$ 4,60 para R$ 4,40.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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