Soja tem preços pouco alterados no Brasil, com CBOT e dólar voláteis

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     Porto Alegre, 17 de outubro de 2019 – O mercado físico brasileiro de soja apresentou preços estáveis, predominantemente, nesta quinta-feira. A soja na Bolsa de Chicago chegou a ter boa alta, mas reduziu os ganhos. O dólar também teve muita volatilidade, terminando com alta. Mas, os prêmios de exportação caíram, o que determinou um tom de estabilidade no país. O dia foi de poucos negócios.

     Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve em R$ 86,50 a saca. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 85,50. No porto de Rio Grande, o preço seguiu em R$ 91,00.

     Em Cascavel, no Paraná, o preço se manteve em R$ 84,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 90,50 para R$ 91,00.

     Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 81,50. Em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 82,50. Em Rio Verde (GO), a saca ficou estável em R$ 81,50.

     Chicago

     Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em alta. Em dia volátil e de ajustes técnicos, compras por parte de fundos e especuladores predominaram e garantiram a elevação.

     A perspectiva de aumento da demanda chinesa, a queda do dólar frente a outras moedas e o clima irregular nos Estados Unidos formaram um quadro de ascensão para as cotações.

     A China confirmou que aumentará as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos, mas não forneceu detalhes adicionais, como a volume das compras, de acordo com o porta-voz do Ministério de Comércio, Gao Feng.

     “Na primeira fase do acordo, a China aumentará as importações de produtos agrícolas dos Estados Unidos de acordo com as necessidades domésticas e de acordo com o princípio de comercialização, e os Estados Unidos criarão condições favoráveis revelados no momento”, disse Gao, em coletiva regular de imprensa.

    O porta-voz foi questionado se confirmada a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a China concordou comprar até US$ 50 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos, valor bem acima do que os chineses costumam comprar em um ano.

     Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,50 centavos ou 0,37% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,31 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,45 1/4 por bushel, com ganho de 3,00 centavos ou de 0,31%.

     Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,00 ou 0,65% a US$ 306,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 30,39 centavos de dólar, perda de 0,01 centavo ou 0,03% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

     O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 4,1720 para venda e a R$ 4,1700 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1280 e a máxima de R$ 4,1830.

     Agenda de sexta

– China: A produção industrial de setembro será publicada durante a noite pelo departamento de estatísticas.

– China: o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre será publicado durante a noite pelo departamento de estatísticas.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

– Evolução do plantio de soja no Brasil -SAFRAS & Mercado, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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