Preço do frango sobe, mas custo de produção preocupa setor

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     Porto Alegre, 25 de outubro de 2019 – A avicultura de corte voltou a apresentar reação em seus preços no decorrer da semana, em meio aos sinais de boa demanda no atacado e na distribuição. Por outro lado, de acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, o recente descolamento dos preços do milho preocupa, uma vez que o aumento nos custos de produção do frango vivo acaba reduzindo a margem operacional da atividade.

     De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços tiveram alterações para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado aumentou de R$ 5,00 para R$ 5,15, o quilo da coxa de R$ 5,15 para R$ 5,30 e quilo da asa de R$ 7,90 para R$ 8,20. Na distribuição, o quilo do peito avançou de R$ 5,20 para R$ 5,25, o quilo da coxa de R$ 5,30 para R$ 5,50 e o quilo da asa de R$ 8,10 para R$ 8,40.

     Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de mudanças ao longo dos últimos dias. No atacado, o preço do quilo do peito subiu de R$ 5,10 para R$ 5,25, o quilo da coxa de R$ 5,27 para R$ 5,42 e o quilo da asa subiu de R$ 7,98 para R$ 8,28. Na distribuição, o preço do quilo do peito avançou de R$ 5,30 para R$ 5,35, o quilo da coxa de R$ 5,42 para R$ 5,62 e o quilo da asa de R$ 8,18 para R$ 8,48.

     Iglesias ressalta que ainda há otimismo em relação ao último bimestre, período pautado pelo auge do consumo. “As exportações ainda são um ponto de interrogação, avaliando o desempenho mais fraco que o previsto nos últimos dois meses para mercados não tradicionais atendidos pelo Brasil. Para a China, por outro lado, o movimento de embarques segue bem promissor. O câmbio também atua como um fator positivo, oferecendo ótima competitividade às commodities brasileiras no mercado internacional”, sinaliza.

     As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 329,4 milhões em outubro (14 dias úteis), com média diária de US$ 23,5 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 208,5 mil toneladas, com média diária de 14,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.580,40.

     Na comparação com setembro, houve alta de 0,8% no valor médio diário da exportação, ganho de 4,6% na quantidade média diária exportada e baixa de 3,6% no preço. Na comparação com outubro de 2018, houve baixa de 1,2% no valor médio diário, perda de 3,1% na quantidade média diária e ganho de 2% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo avançou de R$ 3,35 para R$ 3,40. Em São Paulo o quilo vivo continuou em R$ 3,30.

     Na integração catarinense a cotação do frango baixou de R$ 2,50 para R$ 2,49. No oeste do Paraná o preço retrocedeu de R$ 3,12 para R$ 3,11. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo continuou em R$ 3,00.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 3,15. Em Goiás o quilo vivo seguiu em R$ 3,15. No Distrito Federal o quilo vivo permaneceu em R$ 3,20.

     Em Pernambuco, o quilo vivo continuou em R$ 4,20. No Ceará a cotação do quilo vivo se manteve em R$ 4,20 e, no Pará, o quilo vivo seguiu em R$ 4,40.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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