Soja tem preços mais baixos no Brasil, pressionada pelo câmbio

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     Porto Alegre, 25 de outubro de 2019 – A queda do dólar comercial frente ao real foi o principal fator de pressão sobre as cotações domésticas da soja nesta semana. Os contratos futuros registraram leve recuo, contribuindo para a baixa nos preços internos e prejudicando a comercialização.

     Mesmo com a recuperação dos prêmios de exportação, os produtores se afastaram das negociações, aguardando condições mais favoráveis e priorizando o plantio da nova safra.

     A saca de 60 quilos caiu de R$ 86,50 para R$ 85,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço estabilizou em R$ 84,50. No Porto de Paranaguá, a cotação passou de R$ 91,00 para R$ 89,50.

     Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 81,50 para R$ 81,00. No mesmo período, o preço baixou de R$ 82,50 para R$ 80,00 em Dourados (MS). Na região de Rio Verde (GO), a cotação caiu de R$ 81,50 para R$ 81,00.

     O câmbio prejudicou a movimentação nesta semana, com a moeda americana acumulando desvalorização de 1,87% e encerrando a quinta a R$ 4,043. A aprovação da reforma da previdência no Senado trouxe otimismo ao mercado.

     Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro recuaram 0,08% na semana até o dia 24, fechando a US$ 9,33 ¼. Os investidores buscaram consolidação, aguardando novidades nas negociações entre China e Estados Unidos em busca de um acordo comercial e reflexos na recuperação da demanda do país asiático pela soja americana.

     A queda nas cotações internas só não foi maior devido ao desempenho dos prêmios de exportação. A semana foi de valorização. Para outubro em Paranaguá, o prêmio subiu para 105 a 110 pontos acima de Chicago, reflexo da boa demanda pelo produto nos portos brasileiros.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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