Oferta escassa mantém boi gordo com preços em forte alta

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     Porto Alegre, 14 de novembro de 2019 – O mercado físico de boi gordo teve preços acentuadamente mais altos na terceira semana de novembro. “O movimento de preços foi singular, com altas excedendo todas as expectativas durante o mês de novembro, recordes foram superados em grande parte do país. Esse movimento foi uma consequência do quadro de restrição de oferta que dominante no segundo semestre, levando os frigoríficos de menor porte a atuar de maneira agressiva na compra de gado”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

     “Por sua vez, os frigoríficos de maior porte ainda atuaram de maneira discreta no mercado, avaliando a incidência de boi a termo, outras modalidades de parceria, além da utilização de confinamento próprio. As exportações em bom nível são outro elemento a ser destacado para a alta dos preços domésticos”, aponta Iglesias.

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 13 de novembro

* São Paulo (Capital) – R$ 186,00 a arroba, contra R$ 178,00 a arroba em 07 de novembro, subindo 4,44%.

* Goiás (Goiânia) – R$ 175 ,00 a arroba, ante R$ 168,00 a arroba (+4,12%).

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 180,00 a arroba, contra R$ 173,00 a arroba (4%).

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 176,00 a arroba, ante R$ 169,00 a arroba (+4,1%).

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 164,00 a arroba, ante R$ 158,00 a arroba (+3,75%).

Exportações

     As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 178,2 milhões em novembro (6 dias úteis), com média diária de US$ 29,7 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 37 mil toneladas, com média diária de 6,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.821,80.

     Na comparação com outubro, houve baixa de 4,6% no valor médio diário da exportação, perda de 11,5% na quantidade média diária exportada e alta de 7,8% no preço. Na comparação com novembro de 2018, houve ganho de 14% no valor médio diário, baixa de 5,6% na quantidade média diária e ganho de 20,7% no preço médio.

     Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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