Café fecha terça-feira no Brasil com preços fracos diante de NY

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     Porto Alegre, 19 de novembro de 2019 – O mercado físico brasileiro de café registrou preços fracos, de estáveis a mais baixos, nesta terça-feira. A queda do arábica na Bolsa de Nova York pressionou as cotações, mas o dólar acima de R$ 4,20 limitou o efeito negativo da bolsa.

     Em mais um dia de NY com volatilidade, quando a bolsa teve ganhos houve maior movimentação no mercado nacional para o café, com vendedores conseguindo fechar algumas posições. Depois, com NY caindo, o interesse também diminuiu e o comprador recuou suas bases.

     No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa ficou em R$ 455,00/460,00 a saca, contra R$ 460,00/465,00 do dia anterior. No cerrado mineiro, preço de R$ 460,00/465,00 a saca, contra R$ 465,00/470,00 de ontem.

     Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 320,00/325,00 a saca, estável.

     O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 303,00/308,00 a saca, inalterado.

Nova York

     A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais baixos.

     Segundo traders, o mercado recuou acompanhando o forte movimento negativo do petróleo. Além disso, fatores técnicos exerceram pressão, em mais uma sessão volátil. O mercado chegou a esboçar ganhos, buscando recuperação após as perdas da segunda-feira, mas não manteve o movimento. Há atividade de rolagem de contratos de dezembro para março, o que contribuiu para a pressão sobre os preços, com o contrato março se alinhando à realidade que antes era vista na posição dezembro, em patamares mais baixos.

     O cenário de ampla oferta global segue como fator baixista, com fortes embarques do Brasil e a chegada de importantes origens com safras novas ao final do ano, como Vietnã, Colômbia e países da América Central. E o mercado especula com safra recorde do Brasil em 2020. “O cenário fundamental continua favorável ao comprador”, destaca o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach. O dólar firme contra outras moedas, especialmente de países emergentes, é fator de pressão, trazendo maior competitividade para as origens produtoras de café.

     Os contratos com entrega em dezembro/2019 fecharam o dia a 102,70 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 2,85 centavos, ou de 2,7%. Março/2020 fechou a 106,15 cents, com queda de 3,05 centavos, ou de 2,8%.

Câmbio

     O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,14%, sendo negociado a R$ 4,2010 para venda e a R$ 4,1990 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1880 e a máxima de R$ 4,2190.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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