Conversas entre EUA e China ameaçam a chegar a outro impasse

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     São Paulo, 20 de novembro de 2019 – As conversas comerciais entre Estados Unidos e China correm o risco de chegar a outro impasse, ameaçando atrapalhar os planos do governo Trump de assinar a “fase um” de um acordo ainda este ano, disseram ex-funcionários da administração e outras fontes que acompanham as negociações. As informações são da agência de notícias “Dow Jones”.

     Ambos os lados permanecem divididos sobre questões centrais – incluindo a demanda de Pequim de remover tarifas e a insistência dos Estados Unidos de que a China compre produtos agrícolas – por quase seis semanas, após um “acordo em princípio” ter sido anunciado pela Casa Branca no dia 11 de outubro.

     “A China terá que fazer um acordo que eu goste”, disse o presidente Trump na terça-feira, após um encontro no seu gabinete. “Se nós não fizermos um acordo com a China, irei elevar as tarifas ainda mais.”

     Trump está enfrentando pressão de pessoas próximas ao governo que culpam a falta de progresso no que eles descrevem como a recusa de Pequim em seguir compromissos na mesa de negociações.

     “Qualquer impasse nas conversas provavelmente resultaria de uma falta de vontade da China de endereçar preocupações de longo prazo dos Estados Unidos”, disse Stephen Vaughn, ex-deputado, para o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, e que é agora sócio no escritório de advocacia King & Spalding em Washington. “A administração tem sido muito clara sobre as mudanças que precisa ver da China. Agora, a China precisa decidir se está finalmente preparada para mostrar real progresso.”

     Stephen Bannon, ex-estrategista-chefe da Casa Branca, acredita que os Estados Unidos precisam manter tarifas como garantia de que a China vai cumprir suas promessas. “A única constante nessas negociações são os retrocessos e negações da China, e Trump está firme em seus princípios – e as tarifas são a chave”, disse.

     O ministro do Comércio da China disse no final de semana que o vice-premiê, Liu He, falou com Lighthizer e o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, sobre o pedido norte-americano e que os oficiais tiveram “discussões construtivas” sobre suas preocupações.

     O escritório de Lighthizer declinou de comentar sobre o atraso em se atingir um acordo. A embaixada chinesa não respondeu imediatamente o pedido para comentar a questão.

     Os negociadores tinham a esperança de que um acordo pudesse ser assinado por Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, durante o congresso econômico que ocorreria no Chile em 16 e 17 de novembro, mas o evento foi cancelado, removendo o que estava servindo um “deadline”.

     As informações são da agência CMA.

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