Presidente chinês diz que busca acordo com EUA, mas revidará se necessário

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     São Paulo, 22 de novembro de 2019 – O presidente da China, Xi Jinping, disse que seu país quer “trabalhar em um acordo” com os Estados Unidos para resolver a guerra comercial, mas alertou que, caso contrário, revidará, se necessário. As informações são da agência de notícias “Dow Jones”.

     Este é o primeiro comentário público do presidente do gigante asiático sobre a possibilidade de chegar a um pacto com Washington para encerrar, pelo menos temporariamente, o conflito tarifário em que as duas principais potências econômicas do mundo estão imersas desde março de 2018.

     “Se necessário, retaliaremos, mas temos trabalhado ativamente para tentar não ter uma guerra comercial. Nós não começamos esta guerra comercial e não é algo que queremos”, disse Xi, em um fórum econômico em Pequim. “Sempre dissemos que não queríamos começar a guerra comercial, mas não temos medo”, destacou.

     O líder comunista afirmou que o possível acordo se baseava em “respeito e igualdade mútuos”. Disputas com os Estados Unidos “podem afetar as perspectivas futuras da economia mundial, portanto, é uma questão muito importante de se prestar atenção”, de acordo com Xi. “Sempre temos uma atitude positiva em relação a isso”, acrescentou.

     Os comentários vieram apenas um dia depois que o Ministério do Comércio negou que o acordo comercial parcial, conhecido como “fase um”, está em risco. “No momento, não há mais detalhes a oferecer sobre o acordo, mas os rumores que têm aparecido sobre o assunto não são precisos”, disse ontem o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng.

     Ele parecia responder às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que foi pessimista ao considerar que Pequim “não está avançando” nas negociações, e novamente ameaçou aumentar “ainda mais” as tarifas se um acordo não for alcançado. Representantes dos dois países conversam por telefone no sábado, mas detalhes não foram divulgados.

     As informações são da agência CMA.

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