Ritmo forte dos embarques e boa demanda aquecem mercado suíno

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     Porto Alegre, 22 de novembro de 2019 – O mercado brasileiro de carne suína apresentou mais uma semana de negócios positiva. O analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, ressalta que os preços do animal vivo e dos principais cortes do atacado seguiram firmes, refletindo de uma disponibilidade doméstica ajustada. “A reposição entre atacado e varejo apresentou boa fluidez no decorrer da semana”, afirma.

     Maia comenta que é esperado um avanço do consumo de carne suína nas próximas semanas, favorecido pela entrada do décimo terceiro salário na economia, contratações temporárias e pelas festividades de final de ano. “As indústrias já estão preparando para atender tal demanda, o que ajuda a manter a cadeia aquecida”, pontua.

     Um ponto de atenção para os granjeiros neste momento é o custo do arraçoamento animal, que está em tendência de alta, acompanhando o preço do milho, com produtores do cereal optando pela retenção das ofertas, avaliando as incertezas com a safra verão.

     Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil passou de R$ 4,73 para R$ 4,86, alta de 2,70%. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 8,71, alta de 4,18% frente aos R$ 8,36 praticados na semana passada. A carcaça registrou um valor médio de R$ 8,06, aumento de 3,12% frente à semana passada, de R$ 7,82.

     Maia sinaliza que outro ponto positivo é o bom ritmo das exportações, puxadas pela China. “A expectativa gira agora em torno dos próximos números após as recentes habilitações de plantas brasileiras por parte do país asiático. Vale salientar que o quadro na China é complicado, com forte alta do preço da carne suína em seu mercado devido à escassez de oferta, resultado do agravamento da peste suína africana”, disse.

     As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 58,8 milhões em novembro (10 dias úteis), com média diária de US$ 5,9 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 24,7 mil toneladas, com média diária de 2,5 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.386,70.

     Em relação a outubro, houve baixa de 1,9% na receita média diária, perda de 2,9% no volume diário e ganho de 0,9% no preço. Na comparação com novembro de 2018, houve aumento de 24,6% no valor médio diário exportado, perda de 3,3% na quantidade média diária e elevação de 28,9% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo ao longo da semana passou de R$ 103,00 para R$ 110,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 3,95 para R$ 4,05. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 4,95 para R$ 5,10. Em Santa Catarina o preço do quilo na integração passou de R$ 4,00 para R$ 4,10. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 5,10 para R$ 5,20. No Paraná o quilo vivo aumentou de R$ 5,00 para R$ 5,20 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo subiu de R$ 3,90 para R$ 4,00.

     No Mato Grosso do Sul a cotação na integração avançou de R$ 4,00 para R$ 4,10, enquanto em Campo Grande o preço aumentou de R$ 4,10 para R$ 4,30. Em Goiânia, o preço continuou em R$ 5,40. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno aumentou de R$ 5,50 para R$ 5,60. No mercado independente mineiro, o preço também passou de R$ 5,50 para R$ 5,60. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis subiu de R$ 4,35 para R$ 4,40. Já na integração do estado a cotação aumentou de R$ 3,90 para R$ 4,00.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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