Fiscal forte e juro baixo deixam câmbio de equilíbrio mais alto, afirma Guedes

105

     São Paulo, 26 de novembro de 2019 – O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que num contexto de juros em queda e de consolidação fiscal a taxa de câmbio que pode ser considerada equilibrada tende a ser mais alta.

     “Quando você tem um fiscal mais forte e um juro mais baixo, o câmbio de equilíbrio também ele é mais alto”, afirmou Guedes em entrevista coletiva na embaixada brasileira em Washington reproduzida pelo site “G1”. “Temos um câmbio flutuante, então ele flutua. Às vezes ele está um pouco acima, por exemplo, quando o juro desce, ele sobe um pouco.”

     Ontem, o dólar comercial fechou em alta de 0,50% no mercado à vista, cotado a R$ 4,2150 para venda, uma nova máxima histórica de fechamento. Além da valorização da moeda norte-americana no exterior, que contaminou as moedas de países emergentes, o mercado local reagiu aos números das contas externas no País, que tiveram o pior desempenho para o mês de outubro desde 2014.

     Segundo o Banco Central (BC), o déficit em conta corrente do Brasil cresceu quatro vezes em outubro na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 7,874 bilhões. Em 12 meses, o déficit em conta corrente soma US$ 54,825 bilhões, ou o equivalente a 3% do PIB.

     Na entrevista de ontem, Guedes teria dito que a situação da conta corrente não preocupa porque o déficit pode ser coberto com folga pelo investimento externo no Brasil – em 12 meses até outubro, o investimento estrangeiro no país somou US$ 79,499 bilhões, ou o equivalente a 4,35% do PIB.

     As informações são da agência CMA.

Copyright 2019 – Grupo CMA