Com fim da colheita de trigo em novembro, agentes avaliam qualidade

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Porto Alegre, 29 de novembro de 2019 – Com a colheita do trigo já encerrada no Paraná e quase finalizada no Rio Grande do Sul, o mercado avalia a qualidade do grão colhido. Esta é bastante variada devido às oscilações climáticas ao longo da safra.

Levando em conta a menor produtividade e o pouco volume de melhor qualidade, há necessidade de importações, buscando atender à demanda interna. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, em paralelo a isso, o mercado volta suas atenções ao câmbio atualmente elevado, que aumenta representativamente os custos de aquisição do trigo no mercado externo, pelas paridades de importação. “Isso gera um ganho de competitividade ao trigo nacional, frente ao importado, abrindo espaços para maiores elevações no mercado doméstico, além do fator de oferta reduzida, devido as quebras de produtividade”, disse.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita do trigo no Paraná foi finalizada na área, estimada em 1,023 milhão de hectares, contra 1,102 milhão de hectares em 2018, queda de 7%.

A safra 2019 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 2,132 milhões de toneladas, abaixo das 2,808 milhões de toneladas colhidas na temporada 2018. A produtividade média é estimada em 2.208 quilos por hectare, abaixo dos 2.567 quilos por hectare registrados na temporada 2018.

Rio Grande do Sul

A colheita do trigo no Rio Grande do Sul atinge 98% da área. Os trabalhos avançaram 7 pontos percentuais na semana. Em igual período do ano passado, cobriam 96%. A média para o período é de 96%. Restam apenas algumas lavouras, principalmente na região serrana. A área implantada com o cereal nesta safra é de 757.320 hectares.

Argentina

A colheita da safra 2019 de trigo da Argentina atinge 31,1% da área. Os trabalhos avançaram 10,9 pontos percentuais desde a semana passada e estão 0,9 pontos atrasados em relação ao ano passado.

A superfície total é estimada em 6,6 milhões de hectares, 400 mil hectares acima do ano passado e a maior área em 18 anos. A área apta para colheita é de 6,547 milhões de hectares. A projeção para a produção fica em 18,5 milhões de toneladas. Em números absolutos, foram colhidas 5,255 mil toneladas em 2,034 milhões de hectares.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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