Corteva deve fechar 2019 com investimento de US$ 90 mi em inovação no Brasil

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     Campinas, 19 de novembro de 2019 – A Corteva Agriscience deve fechar 2019 com investimentos de US$ 90 milhões em inovação e expansão no Brasil. O número foi divulgado pelo líder de marketing para proteção de cultivos no Brasil da empresa, Felipe Daltro, durante o lançamento de três novos inseticidas – Expedition®, Closer® SC e Verter® SC.

     Os investimentos foram feitos em dez centros de pesquisas da empresa no país. Para 2020, o executivo evitou indicar uma previsão do volume de recursos que será investido. “Pela política da missão da empresa, números de investimentos não podem ser divulgados. Mas o Brasil é o segundo maior produtor agropecuário do mundo e um mercado prioritário para a Corteva. Os investimentos serão frequentes”, garantiu Daltro.

     Os três novos produtos ajudarão no controle das principais pragas que afetam as culturas de soja, milho, algodão, arroz, citros e hortifrúti, como percevejos, moscas-brancas, pulgões e psilídeos.

     Formulados a partir do ativo Isoclast®, os produtos pertencem ao novo grupo químico Sulfoxaminas, que possui um modo de ação diferenciado, ajudando os produtores no controle da resistência aos produtos já disponíveis no mercado. Além disso, serão importantes ferramentas para o manejo integrado de pragas (MIP).

     O princípio ativo já está aprovado em mais de 80 países, a exemplo do Canadá, Austrália, Japão, Índia, China, União Europeia e Argentina. “Os agricultores estavam aguardando esses produtos, pois há muitos anos não eram lançadas soluções para o controle dessas pragas. Investir continuamente em novas tecnologias essenciais para o produtor rural faz parte do compromisso da Corteva em enriquecer a vida daqueles que produzem e consomem, garantindo o progresso das próximas gerações”, comenta Douglas Ribeiro, Líder de Marketing da Corteva para Brasil e Paraguai.

     Segundo Daltro, a demora na aprovação do princípio ativo no Brasil é decorrência da burocracia no ambiente regulatório, considerado o mais complexo do mundo. A aprovação pode se estender por cerca de 7 anos, enquanto em competidores do Brasil – Argentina, Estados Unidos e Europa, esse tempo varia entre 6 meses e 3 anos. “Além disso, há a necessidade de adaptar a molécula para a realidade do Brasil”, completa.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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