Demanda aquecida garante forte alta no mercado suíno em novembro

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     Porto Alegre, 29 de novembro de 2019 – O mercado brasileiro de carne suína se aproxima do final de novembro acumulando um forte movimento de alta para o quilo vivo e os principais cortes negociados no atacado.

     De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a reposição entre atacado e o varejo segue vem apresentando boa fluidez, com perspectiva de aquecimento da demanda nas próximas semanas, devido a entrada do décimo terceiro na economia. “As festividades de final de ano e forte movimento de alta da carne bovina também devem estimular o consumo pelos principais cortes suínos, o que deve favorecer novos reajustes, uma vez que a disponibilidade interna permanece bem ajustada”, afirma.

     Levantamento mensal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil passou de R$ 4,63 para R$ 5,06, alta de 9,28%. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 8,94, alta de 11,49% frente aos R$ 8,02 praticados na semana passada. A carcaça registrou um valor médio de R$ 8,45, aumento de 10,28% frente à semana passada, de R$ 7,66.

     Maia sinaliza que os dados da exportação do Brasil e dos Estados Unidos merecem a atenção no curto prazo. “Na quarta semana de novembro os embarques brasileiros desaceleraram, trazendo uma apreensão ao mercado. Vale salientar que é esperado uma boa importação de carne suína brasileira por parte dos chineses nos próximos meses. Contudo o país asiático vem comprando volumes mais expressivos dos EUA neste momento”, afirma.

     Dados da exportação do Brasil e EUA merecem atenção no curto prazo. Na última semana (quarta semana de novembro) os embarques brasileiros desaceleraram, trazendo uma apreensão ao mercado. Vale salientar que é esperado uma boa importação de carne suína brasileira por parte dos chineses nos próximos meses, contudo o país asiático vem comprando volumes mais expressivos nos EUA neste momento.

     As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 79,9 milhões em novembro (15 dias úteis), com média diária de US$ 5,3 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 33,3 mil toneladas, com média diária de 2,2 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.402,50.

     Em relação a outubro, houve baixa de 11,2% na receita média diária, perda de 12,6% no volume diário e ganho de 1,6% no preço. Na comparação com novembro de 2018, houve aumento de 12,8% no valor médio diário exportado, perda de 13% na quantidade média diária e elevação de 29,7% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo ao longo de novembro passou de R$ 101,00 para R$ 113,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 3,93 para R$ 4,15. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 4,80 para R$ 5,40. Em Santa Catarina o preço do quilo na integração passou de R$ 4,00 para R$ 4,20. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 4,90 para R$ 5,50. No Paraná o quilo vivo aumentou de R$ 4,95 para R$ 5,40 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo subiu de R$ 3,85 para R$ 4,10.

     No Mato Grosso do Sul a cotação na integração avançou de R$ 3,90 para R$ 4,20, enquanto em Campo Grande o preço aumentou de R$ 4,00 para R$ 4,40. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 5,30 para R$ 5,90. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno aumentou de R$ 5,40 para R$ 6,00. No mercado independente mineiro, o preço também passou de R$ 5,40 para R$ 6,00. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis subiu de R$ 4,15 para R$ 4,60. Já na integração do estado a cotação aumentou de R$ 3,85 para R$ 4,10.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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