Dólar sustenta preços e movimenta mercado de soja em novembro

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     Porto Alegre, 29 de novembro de 2019 – Novembro foi caracterizado por boa comercialização, principalmente na segunda quinzena, e por preços em elevação no mercado brasileiro de soja. Apesar da queda nos contratos futuros em Chicago, a valorização do dólar frente ao real motivou os negociadores.

     A saca de 60 quilos subiu de R$ 83,50 para R$ 86,00 no mês em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço avançou de R$ 84,00 para R$ 84,50. No Porto de Paranaguá, a cotações saltou de R$ 88,00 para R$ 90,00.

     Em Rondonópolis (MT), o preço aumentou de R$ 79,00 para R$ 84,00, mesmo movimento registrado em Dourados (MS). Em Goiás, a cotação pulou de R$ 78,00 para R$ 83,50.

     O câmbio foi o fator fundamental para a leve melhora no ritmo da comercialização em novembro, lembrando que outubro teve uma primeira quinzena positiva. A moeda americana acumulou valorização de 5,03% no período, fechando a R$ 4,216. A moeda atingiu durante o mês o maior patamar da história.

     O comportamento do mercado interno poderia ser ainda melhor, mas Chicago decepcionou. Os contratos com vencimento em janeiro caíram 5,4%, despencando de US$ 9,32 para R$ 8,82 por bushel, o menor patamar desde meados de setembro.

     A demora na definição de um acordo comercial entre China e Estados Unidos determinou a queda em Chicago em novembro. Na avaliação dos agentes, a tendência é que a demanda asiática se desloque cada vez mais para a América do Sul, principalmente o Brasil, movimento já ocorrido neste mês.

     Além disso, a colheita, praticamente finalizada, andou bem nos Estados Unidos, sem nova perda no potencial produtivo, além da já precificada pelo mercado. Para completar, as estimativas são positivas para a produção sul-americana. Tanto no Brasil como na Argentina, om plantio se desenvolve bem, encaminhando safra cheia na atual temporada.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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