Preços do boi quebram recordes em novembro com oferta escassa

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     Porto Alegre, 29 de novembro de 2019 – O mercado físico de boi gordo teve preços expressivamente mais altos na média do mês de novembro nas principais regiões produtoras do país. “O movimento dos preços foi singular. É importante frisar que houve uma combinação de fatores que levou a essa situação, a começar por um quadro de escassez de oferta. Outro elemento foi o aquecimento da demanda de carne bovina, tanto interna quanto externa, impulsionado pelas exportações”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

     “Nos últimos dias do mês, contudo, o movimento de alta perdeu intensidade e aparenta se aproximar do limite, o que pode ser observado com naturalidade, dado o ineditismo e magnitude da valorização nos preços”, aponta Iglesias.

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 28 de novembro:

* São Paulo (Capital) – R$ 233,00 a arroba, contra R$ 172,00 a arroba em 31 de outubro, subindo 36,63%.

* Goiás (Goiânia) – R$ 220,00 a arroba, ante R$ 159,00 a arroba (39,62%).

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 230,00 a arroba, contra R$ 164,00 a arroba (41,46%).

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 221,00 a arroba, ante R$ 158,00 a arroba (39,38%).

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 217,00 a arroba, ante R$ 157,00 a arroba (+6,8%).

Exportações

     As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 440,6 milhões em novembro (15 dias úteis), com média diária de US$ 29,4 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 90,5 mil toneladas, com média diária de 6 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.867,60.

     Na comparação com outubro, houve baixa de 5,7% no valor médio diário da exportação, perda de 13,3% na quantidade média diária exportada e alta de 8,8% no preço. Na comparação com novembro de 2018, houve ganho de 12,7% no valor médio diário, baixa de 7,5% na quantidade média diária e ganho de 21,9% no preço médio.

     Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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