Valorização do dólar garante alta nos preços do algodão

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     Porto Alegre, 29 de novembro de 2019 – A forte desvalorização do dólar em relação ao real aumentou a competividade do algodão brasileiro e, sustentados pela paridade de exportação, os preços domésticos do algodão encerraram o mês de novembro com alta de 5,05% em relação ao fechamento do mês anterior.

     A indicação no CIF de São Paulo ficou em R$ 2,62/libra-peso, o maior nível desde 17 de julho de 2019 e reduzindo a queda em relação ao mesmo momento do ano passado para 11,5%. “Neste mês de novembro pôde-se perceber uma leve melhora do interesse por parte da demanda. Algumas indústrias precisaram recompor estoques ainda para 2019. Outras, temendo uma maior firmeza dos preços na retomada das operações em 2020, fecharam negócios para janeiro e fevereiro”, avalia o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento.

     No FOB do porto de Santos/SP, na manhã desta sexta-feira (29) a fibra brasileira era colocada à disposição de compradores internacionais a 63,66 cents de dólar por libra-peso (c/lb). Comparado ao contrato de maior liquidez na Bolsa de Nova York (março/20) o produto brasileiro estava 3,09% mais acessível.

     “Há uma semana era indicado por um valor 3,07% inferior e há um mês 2,44% inferior, o que mostra que o câmbio permitiu elevar as cotações em reais, mantendo a competitividade em relação à fibra do maior exportador global”, completa o analista.

     Exportação

     As exportações de algodão do Brasil renderam US$ 243,9 milhões em novembro (15 dias úteis), com média diária de US$ 16,3 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 152 mil toneladas, com média diária de 10,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.604,40.

     Na comparação com outubro, houve baixa de 15,1% no valor médio diário exportado, de 14,7% na quantidade média e desvalorização de 0,5% no preço médio.

     Em relação a novembro de 2018, houve baixa de 11,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 4,3% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 7,4% no preço médio.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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