Preços do boi gordo passam por correção após disparada

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      Porto Alegre, 06 de dezembro de 2019 – O mercado físico de boi gordo teve preços expressivamente mais baixos nas principais regiões produtoras do país na primeira semana de dezembro, em movimento de correção após os recordes registrados nos últimos meses. “O singular aumento nos preços superou todas as expectativas, e movimentos tão agressivos assim sugerem uma correção. E foi isso o que exatamente ocorreu nessa primeira semana do mês”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

     Segundo ele, a dificuldade em repassar os altos custos no mercado doméstico resultou na necessidade dos frigoríficos de reavaliar seus preços de venda no atacado, mudando também a postura na compra de gado. Apesar disso, os negócios seguiram fluindo com bom volume, ao mesmo tempo que o pecuarista continuou trabalhando com boas margens apesar da queda nos preços

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 05 de dezembro:

* São Paulo (Capital) – R$ 205,00 a arroba, contra R$ 233,00 a arroba em 28 de novembro, caindo 12%.

* Goiás (Goiânia) – R$ 199,00 a arroba, ante R$ 220,00 a arroba (-9,5%).

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 204,00 a arroba, contra R$ 230,00 a arroba (-11,2%).

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 198,00 a arroba, ante R$ 221,00 a arroba (-10,3%).

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 196,00 a arroba, ante R$ 217,00 a arroba (-9,6%).

Exportações

     As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 755,8 milhões em novembro (20 dias úteis), com média diária de US$ 37,8 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 155,6 mil toneladas, com média diária de 7,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.857,60.

    Na comparação com outubro, houve alta de 14% no valor médio diário da exportação, ganho de 4,9% na quantidade média diária exportada e alta de 8,6% no preço. Na comparação com novembro de 2018, houve ganho de 45% no valor médio diário, alta de 19,3% na quantidade média diária e ganho de

21,6% no preço médio.

    Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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