Menor custo de importação pressiona cotações do trigo

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     Porto Alegre, 13 de dezembro de 2019 – O mercado brasileiro de trigo manteve preços estabilizados ao longo da semana. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, após o encerramento da colheita, não houve movimentos intensos de valorização nos preços diante de uma sutil estabilidade cambial. “O que houve de fato foram pequenos ajuste de baixa que acabaram tirando espaços para elevações também dos preços internos”, disse ele.

     A pressão baixa nos preços ocorre principalmente por uma redução dos custos de importação, pelas paridades, que retira competitividade do trigo nacional frente o importado.

     “Também, a entrada de safra na Argentina corrobora para uma possível retração das cotações pelas paridades, reduzindo a competitividade do cereal brasileiro, já que há abundância de oferta no país vizinho. Gradualmente, a comercialização no mercado doméstico também deve ser reduzida, com a proximidade do encerramento do ano, minimizando qualquer alteração do mercado neste primeiro momento, voltando a reagir de maneira habitual após o primeiro mês do ano, com os agentes voltando aos poucos as suas atividades normais”, assinalou Pinheiro.

     Conab

     A produção brasileira de trigo em 2019 deverá ficar em 5,217 milhões de toneladas, segundo o terceiro levantamento para a safra brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), recuando 3,9% sobre a temporada passada, quando foram colhidas 5,428 milhões de toneladas. Em novembro, a previsão era de safra de 5,278 milhões de toneladas.

     A Conab indica uma área plantada de 2,040 milhões de hectares, com perda de 0,1% sobre o ano anterior, de 2,042 milhões de hectares. A produtividade está projetada em 2.557 quilos por hectare, 3,8% abaixo do ano anterior, quando o rendimento ficou em 2.657 quilos por hectare.

     O Paraná deverá ter safra de 2,192 milhões de toneladas, com queda de 22,7% sobre o ano anterior. No Rio Grande do Sul, a produção deverá subir 17,9% para 2,207 milhão de toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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