Negócios perdem ritmo no mercado suíno, mas preço segue firme

253

     Porto Alegre, 13 de dezembro de 2019 – O ritmo de negócios entre o atacado e o varejo suíno começou a desacelerar nesta semana, de acordo os frigoríficos. O analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, disse, porém, que a expetativa ainda é de sustentação das cotações, avaliando que a disponibilidade interna segue ajustada.

     Ele afirma que o consumo pelos cortes suínos tende a avançar no decorrer da segunda quinzena, com festividades e entrada do décimo terceiro na economia. “Após o período de festas, a demanda tende a arrefecer e, deste modo, o alto fluxo da exportação será fundamental para o equilíbrio do mercado brasileiro. A perspectiva é que a China continue atuando com força nas importações devido ao grande déficit de oferta presente em seu mercado, reflexo da peste suína africana”, comenta.

     Por outro lado, Maia destaca que o preço do milho, principal componente da ração, está firme em grande parte do país, em meio a um quadro de oferta discreta. “No primeiro bimestre de 2020 o abastecimento com milho deve ser mais difícil, com o atraso da safra verão e a logística travada”, pontua.

     Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil passou de R$ 5,14 para R$ 5,18, alta de 0,70%. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 9,14, alta de 1,43% frente aos R$ 9,01 praticados na semana passada. A carcaça registrou um valor médio de R$ 8,84, aumento de 1,51% frente à semana passada, de R$ 8,71.

      As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 40,5 milhões em dezembro (5 dias úteis), com média diária de US$ 8,1 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 17,3 mil toneladas, com média diária de 3,5 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.339,80.

     Em relação a novembro, houve alta de 17,1% na receita média diária, ganho de 20,4% no volume diário e perda de 2,7% no preço. Na comparação com dezembro de 2018, houve aumento de 71,2% no valor médio diário exportado, ganho de 45% na quantidade média diária e elevação de 18% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo ao longo da semana passou de R$ 115,00 para R$ 119,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 4,20. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,50.

     Em Santa Catarina o preço do quilo na integração permaneceu em 4,20. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 5,60 para R$ 5,65. No Paraná o quilo vivo continuou em R$ 5,50 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo permaneceu em R$ 4,20.

     No Mato Grosso do Sul a cotação na integração subiu de R$ 4,20 para R$ 4,30, enquanto em Campo Grande o preço avançou de R$ 4,40 para R$ 4,50. Em Goiânia, o preço prosseguiu em R$ 5,90. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno se manteve em R$ 6,00. No mercado independente mineiro, o preço permaneceu em R$ 6,00. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis avançou de R$ 4,60 para R$ 4,70. Já na integração do estado a cotação seguiu em R$ 4,10.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Copyright 2019 – Grupo CMA