Preços do boi gordo seguiram em modo de correção após disparada

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      Porto Alegre, 13 de dezembro de 2019 – O mercado físico de boi gordo teve preços mais baixos nas principais regiões produtoras do país na segunda semana de dezembro, estendendo a queda da primeira semana. “A pecuária de corte se deparou com um cenário singular de alta no decorrer do mês de novembro, com um abrupto movimento, superando qualquer expectativa mercadológica. No entanto, movimentos tão agressivos podem redundar em correção dos preços, é exatamente isso que acontece na primeira quinzena de dezembro”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

     Segundo ele, a dificuldade em repassar os altos custos no mercado doméstico, além da presença menos marcante da China nas importações, resultou na necessidade dos frigoríficos em reavaliar seus preços de venda no atacado, mudando também a postura na compra de gado.

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 12 de dezembro:

* São Paulo (Capital) – R$ 190,00 a arroba, contra R$ 207,00 a arroba em 05 de dezembro, caindo 5,8%.

* Goiás (Goiânia) – R$ 187,00 a arroba, ante R$ 199,00 a arroba (-5,5%).

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 189,00 a arroba, contra R$ 206,00 a arroba (-7,3%).

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 187,00 a arroba, ante R$ 198,00 a arroba (-5,5%).

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 183,00 a arroba, ante R$ 196,00 a arroba (-6,6%).

Exportações

      As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 172,3 milhões em dezembro (5 dias úteis), com média diária de US$ 34,3 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 34,8 mil toneladas, com média diária de 7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.947,90.

     Na comparação com novembro, houve baixa de 8,8% no valor médio diário da exportação, perda de 10,5% na quantidade média diária exportada e alta de 1,9% no preço. Na comparação com dezembro de 2018, houve ganho de 42,7% no valor médio diário, alta de 9,9% na quantidade média diária e ganho de 29,9% no preço médio.

    Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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