Café tem preços fracos no Brasil, com calmaria nos negócios

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Porto Alegre, 18 de dezembro de 2019 – O mercado físico brasileiro de café apresentou preços de estáveis a mais baixos nesta quarta-feira. Com o sobe e desce da Bolsa de Nova York, em mais um dia de volatilidade, o mercado nacional teve calmaria na comercialização. Muitas praças já estão em ritmo de férias de fim de ano, com produtores e cooperativas aguardando por novas altas nas bolsas.

 

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa ficou em R$ 540,00/545,00 a saca, contra R$ 545,00/550,00 de ontem. No cerrado mineiro, preço de R$ 545,00/550,00 a saca, contra R$ 550,00/555,00 do dia anterior.

 

Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 370,00/375,00 a saca, estável.

 

O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 308,00/312,00 a saca, inalterado.

 

Nova York

 

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços moderadamente mais baixos.

 

A sessão foi mais uma vez de intensa volatilidade. O mercado teve ganhos em parte do dia, apresentando recuperação após as perdas do dia anterior. Mas, o mercado voltou a perder terreno e fechou negativo diante da continuação de movimentos de ajuste técnico e realização de lucros de fundos e de especuladores.

 

O consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, destaca que no pregão desta terça-feira, quando NY atingiu máxima de 142,45 centavos de dólar por libra-peso no contrato março, o café esbarrou numa densa resistências e acabou recuando. “A posição Março/2020 não conseguiu se sustentar acima de 140 cents e abre espaço para realizações e ajustes. Esticado demais, o mercado dava sinais de sobrevenda, ficando vulnerável a correções”, comenta. Agora, busca acomodação em torno da linha de 130 cents, aponta.

 

Segundo Barabach, no curto prazo, o mercado deve continuar guiado pelo fluxo de embarques de suaves da América Central e Colômbia. E a expectativa é que os embarques ganhem mais ritmo. “O comportamento do dólar e o humor dos investidores (acordo comercial e evolução da taxa de juros) também podem influenciar o arábica em NY. No médio e longo prazo o determinante continua sendo o tamanho da próxima safra brasileira”, afirma.

 

Para o consultor, o sentimento ainda é incerto sobre a safra de 2020 brasileira. “A base de comparação é com a safra recorde colhida em 2018. E, em linhas gerais, prevalece a ideia de que a produção de arábica pode ser similar a 2018”, afirma. Em algumas regiões, como o Cerrado e as Matas de Minas, a expectativa é mais negativa. Já no Sul de Minas e São Paulo os produtores estão mais otimistas.

 

Os contratos com entrega em março/2020 fecharam o dia a 133,20 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,50 centavo, ou de 0,4%. Maio/2020 fechou a 135,40 cents, com baixa de 0,45 centavo, ou de 0,3%.

 

Câmbio

 

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,04%, sendo negociado a R$ 4,0630 para venda e a R$ 4,0610 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0480 e a máxima de R$ 4,0770.

 

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

 

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