Para 2019/20, cotonicultor do MT deve monitorar dólar e NY, sugere IMEA

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     Porto Alegre, 19 de dezembro de 2019 – Para a cultura do algodão em Mato Grosso, é esperada para a próxima safra (2019/2020) uma retração da área em relação a (2018/2019) de 0,66%, sendo estimada atualmente em 1,11 milhão de hectares. Com essa redução de área a produção de algodão é ajustada, sendo estimada em 4,6 milhões de toneladas. Ainda assim, a produção é a segunda maior da história da cotonicultura mato-grossense.

 

     A semeadura da nova safra já teve início no estado. Por enquanto, o produtor semeia as áreas de algodão primeira safra. A modalidade safrinha dará início no mês de janeiro. Mesmo com o atraso na semeadura da soja em duas semanas, os trabalhos a campo para a cultura do algodão não deverão ser impactados e o produtor conseguirá semear dentro da janela esperada.

 

    No que tange ao ponto de equilíbrio da safra 2019/2020, considerando uma produtividade de 111,60@/ha, a média para o custo variável é de R$ 76,95/@. Alguns fatores são extremamente importantes para que o produtor rural mato-grossense consiga cobrir seus custos e possuir uma boa rentabilidade para a nova safra, tais como o comportamento das condições climáticas e das cotações da ICE e do dólar, que ainda estão em aberto e serão decisivos para a consolidação do cenário da cotonicultura no próximo ano.

 

     Desta forma, até o momento, o produtor tem se mostrado otimista, focado na semeadura e no manejo da cultura do algodão no estado.

 

    As informações constam no Boletim do IMEA – Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.

 

     Revisão: Rodrigo Ramos / Agência SAFRAS

 

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