Mercado suíno mantém ritmo fraco nos negócios

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     Porto Alegre, 7 de fevereiro de 2020 – O mercado brasileiro de carne suína manteve um cenário de negócios fracos na primeira de fevereiro, fator que contribuiu para uma retração nos preços do quilo vivo nas principais praças de comercialização do país.

     De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, ainda que a reposição entre o atacado e o varejo tenha sido bastante fraca nesta semana, há perspectiva de uma melhora no curto prazo, visto que a demanda tradicionalmente é mais efetiva ao longo da primeira metade do mês.

     Por outro lado, os custos de nutrição animal ainda são uma preocupação recorrente, avaliando o recente comportamento dos preços do milho no mercado doméstico, que se mostram bastante elevados.

     Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil passou de R$ 4,93 para R$ 4,73. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado recuou de R$ 9,16 para R$ 9,03. A carcaça registrou um valor médio de R$ 7,93, queda ante os R$ 8,29 praticados na semana anterior.

     As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 152,4 milhões em janeiro (22 dias úteis), com média diária de US$ 6,9 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 59,3 mil toneladas, com média diária de 2,7 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.572,30.

     Em relação a dezembro, houve queda de 15% na receita média diária, baixa de 14,2% no volume diário e recuo de 0,9% no preço. Na comparação com janeiro de 2019, houve aumento de 81,2% no valor médio diário exportado, ganho de 41,5% na quantidade média diária e elevação de 28% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo baixou de R$ 100,00 para R$ 95,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 4,10. No interior do estado a cotação caiu de R$ 5,10 para R$ 4,80.

     Em Santa Catarina o preço do quilo na integração subiu de R$ 4,20 para R$ 4,30. No interior catarinense, a cotação recuou de R$ 5,20 para R$ 4,90. No Paraná o quilo vivo retrocedeu de R$ 5,20 para R$ 4,90 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo passou de R$ 4,10 para R$ 4,30.

     No Mato Grosso do Sul a cotação na integração seguiu em R$ 4,10, enquanto em Campo Grande o preço continuou em R$ 4,30. Em Goiânia, o preço baixou de R$ 5,70 para R$ 5,30. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno teve queda de R$ 6,00 para R$ 5,50. No mercado independente mineiro, o preço recuou de R$ 5,90 para R$ 5,50. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis baixou de R$ 4,65 para R$ 4,55. Já na integração do estado a cotação seguiu em R$ 4,10.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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