Relatório mensal da OIC trouxe poucas novidades para o mercado de café

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   Porto Alegre, 07 de fevereiro de 2020 – Em relatório mensal de acompanhando do mercado, a Organização Internacional do Café (OIC) trouxe poucas novidades. Foram mantidos, por exemplo, os mesmos números de produção e consumo para a safra 2019/20 apontados em dezembro. A produção global deve totalizar 168,711 milhões de sacas, queda de 0,9% na comparação com 2018/19 (170,223 milhões de sacas).

    A produção mundial de café arábica está estimada em 96,215 milhões de

sacas em 2019/20 (-4,1%), influenciada pela queda na safra brasileira de 2019, ano de ciclo “baixo”. Por outro lado, a safra de robusta deve aumentar 3,7%, totalizando 72,496 milhões de sacas. Já o consumo global de café em 2019/20 é visto pela OIC em 169,337 milhões de sacas, com crescimento anual de 0,7%.

    Se todos esses números forem confirmados, o mercado global de café terá um déficit entre a oferta e a demanda na ordem de 626 mil sacas em 2019/20, após um superávit de 2,1 milhões de sacas observado em 2018/19. O déficit no balanço global deve puxar os preços do café ao longo da

temporada, disse a OIC, mas safra brasileira que será colhida em 2020 (ano “cheio) tende a conter voos mais altos para as cotações.

     Já o indicador de preços composto da OIC caiu 8,9% em janeiro, para 106,89 centavos de dólar por libra-peso, ante 117,37 centavos em dezembro. O indicador caiu após dois meses subindo com força

diante de fatores macroeconômicos e com a expectativa de uma grande safra no Brasil em 2020. O maior produtor global de café vai ter uma safra maior nesse ano diante do ciclo bianual do arábica. Todos os grupos de café tiveram preços mais baixos no mês passado, disse a OIC. A maior queda foi para os “naturais brasileiros” (-12,4%), e a menor para os “robustas” (-3,7%).

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS Copyright 2020 – Grupo CMA