Projeção de alta do PIB da Eurozona em 2020 fica em 1,2%

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     Porto Alegre, 13 de fevereiro de 2020 – A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), manteve inalterada a projeção de crescimento da economia da zona do euro em 1,2% este ano e no próximo, em relação às projeções divulgadas em novembro, citando a demanda doméstica forte, apesar de novos riscos externos como o surto de coronavírus.

      Para 2019, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Eurozona subiu de 1,1% para 1,2%. Com relação à União Europeia, a previsão ficou inalterada em 1,4% tanto para 2020 quanto para 2021, e a expectativa para 2019 subiu de 1,4% para 1,5%.

     “No geral, a economia europeia permanece em um caminho de crescimento constante e moderado”, diz a UE. “As perspectivas para 2020 e 2021 permanecem inalteradas, uma vez que acontecimentos mais positivos são contrabalançados por eventos negativos em outros lugares”.

     Segundo o documento, a demanda doméstica na zona do euro permanece robusta e um dos motores do crescimento econômico da região, em particular o consumo privado. “A renda das famílias continua a se beneficiar de melhorias contínuas no mercado de trabalho”, diz a UE.

     No cenário externo, alguns riscos diminuíram desde novembro, enquanto outros surgiram, “deixando o balanço de riscos inclinado para o lado negativo”. Segundo a UE, “a fase um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China reduziu as tensões em certa medida”.

     Por outro lado, as incertezas permanecem altas em torno das políticas comerciais dos Estados Unidos, dificultando a recuperação no sentimento de negócios. Além disso, o surto e a disseminação do coronavírus e seu impacto na atividade econômica global “tem sido uma fonte de crescente preocupação”.

     A comissão destacou incertezas sobre os efeitos do surto na economia chinesa e na atividade industrial global. “A duração do surto e das medidas de contenção adotadas são um risco negativo importante. Quanto mais dura, maior a probabilidade de efeitos indiretos no sentimento econômico e nas condições globais de financiamento”.

     A UE também citou o divórcio entre o Reino Unido e o bloco europeu, e disse que “ainda há considerável incerteza sobre o relacionamento de longo prazo e as possibilidades de uma mudança abrupta nas relações comerciais no final do ano”. Por fim, o documento falou de riscos com as agitações sociais na América Latina e tensões geopolíticas no Oriente Médio. As informações são da Agência CMA.

     Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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