Preços do boi gordo caem com menor consumo e China reduzindo importação de carne do Brasil

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    Porto Alegre, 21 de fevereiro de 2020 – Os preços do boi gordo caíram na maioria das regiões de produção e comercialização do Brasil na terceira semana de fevereiro. “O arrefecimento do consumo da carne bovina no varejo, um movimento típico tratando-se de um período já de final de mês, desacelerou a reposição entre as cadeias. Como consequência, os frigoríficos foram bem menos ativos na compra de gado”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

     Ao mesmo tempo, as exportações de carne bovina estão aquém do esperado neste começo de ano, um desdobramento do menor ímpeto de compra da China. O gigante asiático passa por um momento muito complicado em meio à epidemia de Coronavírus e está reduzindo as importações de commodities de todos os tipos e também de carnes. 

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 20 de fevereiro.

* São Paulo (Capital) – R$ 201,00 a arroba, contra R$ 202,00 a arroba em 13 de fevereiro (-0,5%).

* Goiás (Goiânia) – R$ 191,00 a arroba, ante R$ 190,00 a arroba (-0,5%).

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 192,00 a arroba, contra R$ 193,00 a arroba (-0,5%).

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 191,00 a arroba, ante R$ 190,00 a arroba (-0,5%).

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 185,00 a arroba, ante R$ 180,00 (+2,75%).

Exportações

    As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 279,1 milhões em fevereiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 27,9 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 61,2 mil toneladas, com média diária de 6,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.561,10.

    Na comparação com janeiro, houve alta de 6,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 15% na quantidade média diária exportada e queda de 7,3% no preço. Na comparação com janeiro de 2019, houve ganho de 28,9% no valor médio diário, alta de 6% na quantidade média diária e ganho de 21,6% no preço médio.

     Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram

divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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