Futuros do petróleo caem 24% e fecham sessão no menor patamar desde 1991

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Porto Alegre, 9 de março de 2020 – Os preços dos contratos futuros do petróleo terminaram o dia terminaram o dia com mais de 24% na pior performance desde 1991, depois que a Arábia Saudita indicou que aumentaria sua produção e venderia seus barris com desconto após o fracasso da reunião da Opep+ na semana passada. As informações partem da Agência CMA.

 "Os mercados de petróleo estão em estado de choque", disse o estrategista do Rabobank, Ryan Fitzmaurice. 

 O cartel e seus aliados mantiveram reuniões quinta e sexta-feira em Viena para avaliar uma resposta ao surto do novo coronavírus. Na ocasião, a Arábia Saudita propôs um corte adicional de 1,5 milhão de barris por dia (bpd) na oferta até o final do ano. A Rússia se recusou a fazer parte da iniciativa.

 De acordo com autoridades sauditas, as reduções de preços visam diretamente a participação de mercado da Rússia, não abrangem toda a estratégia do reino, pois deve aumentar sua produção de petróleo bruto para 10 milhões de barris por dia, acima dos 9,7 milhões de barris por dia em janeiro. 

 As autoridades disseram ainda que a Arábia Saudita poderá aumentar sua capacidade máxima de 12 milhões de barris por dia, se necessário.

 Com isso, o contrato do petróleo WTI negociado na Nymex com entrega prevista para abril caiu 24,59%, para US$ 31,13 o barril, enquanto o contrato do petróleo tipo Brent com entrega prevista para maio negociado na ICE recuou 24,10%, a US$ 34,36 o barril.

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