Mercado deve ter dia cauteloso nos negócios, atento ao câmbio

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     Porto Alegre, 12 de março de 2020 – O mercado brasileiro de soja deve ter um dia de maior cautela nos negócios. A tendência é de um movimento de alta nos preços da oleaginosa, em meio ao comportamento do câmbio indicando um novo quadro de desvalorização do real frente ao dólar. Neste momento, Chicago opera com perdas expressivas, avaliando o cenário de aversão ao risco com o avanço do coronavírus.

CHICAGO

* O contrato da soja em grão com vencimento em maio recua 13,50 centavos de dólar por bushel, o equivalente a 1,54%, cotados a US$ 8,59 3/4.

* O sentimento de aversão ao risco, com a queda do petróleo, dos mercados acionários e de commodities, diante do temor com o coronavírus, assim como as fracas vendas semanais norte-americanas de soja pressionam as cotações.

* As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1º de setembro, ficaram em 302.800 toneladas na semana encerrada em 05 de março. Representa uma retração de 12% frente à semana anterior e um recuo de 34% ante à média das últimas quatro semanas. O Japão liderou as importações, com 120.000 toneladas.

* Para a temporada 2020/21, são mais 1.400 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 150 mil a 750 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

PRÊMIOS

* O prêmio em Paranaguá para março ficou em 47 a 53 pontos acima de Chicago. Para abril, o valor é de 39 a 46 pontos acima.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com alta de 3,87%, cotada a R$ 4,9030.

* O dólar comercial recuou um pouco frente ao real após abrir no limite de alta e consequentemente nas máximas históricas, acima de R$ 5,00 pela primeira vez, exibindo o ambiente de forte aversão ao risco generalizado nos ativos globais em meio aos desdobramentos do coronavírus. O Banco Central (BC) tentou conter o avanço da moeda por meio de leilões de dólar no mercado à vista, o que levou a moeda às mínimas de R$ 4,91.

INDICADORES FINANCEIROS

* Bolsas da Ásia fecharam em baixa. Xangai, -1,52%; Tóquio, -4,41%.

* As bolsas na Europa recuam. Paris, -9,51%; Frankfurt, -9,53%; e Londres, -9,17%.

* O petróleo opera em baixa. Abril do WTI em NY: US$ 31,12 o barril (-5,67%).

* O Dollar Index registra ganho de 1,10%. a 97,57 pontos.

MERCADO INTERNO

* O mercado brasileiro de soja apresentou preços mais altos nesta quarta-feira, sustentados pela subida do dólar. O dia também foi de melhor movimentação nos negócios, com comercialização envolvendo mais de 600 mil toneladas no total reportado, sendo em torno de 200 mil toneladas somente no Mato Grosso, cerca de 70 mil toneladas em Minas Gerais, 50 mil toneladas em Goiás, 200 mil toneladas no Paraná e 100 mil toneladas no Rio Grande do Sul.

* Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 89,00 para R$ 89,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 88,50 para R$ 89,00. No porto de Rio Grande, o preço se manteve em R$ 93,50.

* Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 84,50 para R$ 86,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 92,00 para R$ 93,50.

* Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 81,00 para R$ 82,00 a saca. Em Dourados (MS), a cotação seguiu passou de R$ 79,00 para R$ 79,50. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 79,00 para R$ 79,50.

AGENDA

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (13/03)

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

– Dados de colheita da soja no Brasil – SAFRAS & Mercado, na parte da tarde.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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