Preços do boi gordo caem com frigoríficos bem posicionados nas escalas de abate

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     Porto Alegre, 13 de março de 2019 – O mercado físico de boi gordo teve preços mais baixos na segunda semana de março. “A pecuária de corte se deparou com acomodação em seus preços em grande parte da semana. No entanto, esse quadro mudou na quinta-feira, quando os frigoríficos passaram a exercer maior pressão sobre o pecuarista. A expectativa ainda é por alguma queda das indicações no curto prazo, avaliando um posicionamento mais confortável das escalas de abate, espaçadas entre quatro a seis dias úteis.”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

   No entanto, os pecuaristas ainda contam com uma capacidade de retenção do gado no pasto muito importante, avaliando a ótima condição das pastagens neste primeiro trimestre por conta de um regular regime de chuvas. “Sendo assim, este é, sem dúvida, um grande limitador de movimentos mais agressivos de queda nos preços do boi gordo”, pontuou Iglesias.

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 12 de março:

* São Paulo (Capital) – R$ 199,00 a arroba, contra R$ 201,00 a arroba em 05 de março, caindo 0,99%.

* Goiás (Goiânia) – R$ 191,00 a arroba, ante R$ 193,00 a arroba (-1%).

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 193,00 a arroba, contra R$ 195,00 a arroba (-1,5%).

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 190,00 a arroba, ante R$ 192,00 a arroba (-1,54%).

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 190,00 a arroba, ante R$ 192,00 a arroba (-1,6%).

Exportações

     As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 127,6 milhões em março (5 dias úteis), com média diária de US$ 25,5 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 28,4 mil toneladas, com média diária de 5,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.487,80.

     Na comparação com fevereiro, houve baixa de 7% no valor médio diário da exportação, perda de 7,4% na quantidade média diária exportada e alta de 0,4% no preço. Na comparação com março de 2019, houve ganho de 10% no valor médio diário, queda de 8,8% na quantidade média diária e ganho de 20,7% no preço médio.

     Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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