Sem grande poder de reação, alta de custo preocupa mercado de frango

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     Porto Alegre, 13 de março de 2020 – A avicultura de corte apresentou comportamento misto no decorrer da semana para o quilo vivo, sem grande espaço para reação neste momento. “Em alguns estados o preço caiu e em outros avançou, avaliando a proporção do alojamento de pintos de corte no mês de janeiro”, destaca o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias.

     Segundo ele, o custo de nutrição animal segue como um grande fator de preocupação, com a saca de milho apresentando um importante salto na primeira quinzena de março. “Com isso, a margem operacional está bastante deteriorada e em diversos estados os prejuízos são expressivos”, sinaliza.

     De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços não tiveram alterações para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado seguiu em R$ 5,60, o quilo da coxa em R$ 5,45 e o quilo da asa em R$ 7,40. Na distribuição, o quilo do peito seguiu em R$ 5,70, o quilo da coxa em R$ 5,55 e o quilo da asa em R$ 7,60.

     Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de estabilidade ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito seguiu em R$ 5,70, o quilo da coxa em R$ 5,55 e o quilo da asa em R$ 7,50. Na distribuição, o preço do quilo do peito continuou em R$ 5,80, o quilo da coxa em R$ 5,65 e o quilo da asa em R$ 7,70.

     As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 137,7 milhões em março (5 dias úteis), com média diária de US$ 27,5 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 87,5 mil toneladas, com média diária de 17,5 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.573,70.

     Na comparação com fevereiro, houve perda de 1,9% no valor médio diário da exportação, baixa de 2,9% na quantidade média diária exportada e alta de 1,1% no preço. Na comparação com março de 2019, houve ganho de 3,0% no valor médio diário, aumento de 4,7% na quantidade média diária e baixa de 1,7% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo baixou de R$ 3,50 para R$ 3,30. Em São Paulo o quilo vivo passou de R$ 2,90 para R$ 2,97.

     Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ R$ 2,51. No oeste do Paraná o preço passou de R$ 3,16 para R$ 3,23. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo aumentou de R$ 2,85 para R$ 2,90.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango recuou de R$ 3,35 para R$ 3,25. Em Goiás o quilo vivo baixou de R$ 3,45 para R$ 3,25. No Distrito Federal o quilo vivo retrocedeu de R$ 3,50 para R$ 3,30.

     Em Pernambuco, o quilo vivo se manteve em R$ 4,50. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,50 e, no Pará, o quilo vivo prosseguiu em R$ 4,60.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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