Trigo tem poucos negócios e preços estáveis com pontas distantes

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    Porto Alegre, 13 de março de 2020 – O mercado brasileiro de trigo apresentou preços pouco alterados nas principais praças de produção e comercialização nesta semana. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, as duas pontas estiveram bem distantes, com ideias de compra e venda bastante diferentes. “Enquanto o produtor busca a valorização do trigo remanescente, as indústrias, ainda bem abastecidas para cerca de dois meses de consumo, não têm necessidade de fechar negócios de grande monta neste momento, e vão analisando com bastante cautela a atual conjuntura do mercado, principalmente o tamanho da oferta disponível”, disse

    Agentes avaliam a reduzida disponibilidade do cereal, tanto no âmbito doméstico como nos principais países produtores do Mercosul, além, claro, do fator cambial, com o dólar batendo novo recorde, ultrapassando a marca de cinco reais na quinta-feira, antes de desacelerar com a atuação do Banco Central. “Com o dólar nas alturas, as paridades de importação são significativamente pressionadas, dificultando a aquisição do trigo de fora, e abrindo muito espaço para altas no trigo nacional”, assinalou Pinheiro.

Conab

    A produção brasileira de trigo em 2019/20 deverá ficar em 5,346 milhões de toneladas, segundo o sexto levantamento para a safra brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), subindo 3,7% sobre a temporada passada, quando foram colhidas 5,154 milhões de toneladas. A previsão se manteve na comparação com o levantamento de fevereiro.

    A Conab indica uma área plantada de 2,040 milhões de hectares, a mesma do ano anterior. A produtividade está projetada em 2.620 quilos por hectare, 3,7% abaixo do ano anterior, quando o rendimento ficou em 2.526 quilos por hectare.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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