Turbulência externa põe dólar a R$ 5 e sustenta soja

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     Porto Alegre, 13 de março de 2020 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços em elevação nessa semana e boa movimentação. Em meio ao tumulto no exterior, com a guerra de preços do petróleo e o alastramento do coronavírus, o dólar disparou na comparação com o real e garantiu a sustentação das cotações, mesmo com Chicago recuando.

     Foi difícil a precificação em alguns dias mais turbulentos, mas diante de todo o nervosismo houve uma boa movimentação, principalmente a partir da quinta.

     Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu para R$ 90,50. Na região das Missões, a cotação avançou para R$ 90,50. No porto de Rio Grande, o preço subiu para R$ 95,00.

     Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu para R$ 86,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca passou para R$ 94,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca se manteve em R$ 82,00 a saca. Em Dourados (MS), a cotação subiu para R$ 80,50. Em Rio Verde (GO), a saca avançou para R$ 81,00.

     USDA

     O relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou safra mundial de soja em 2019/20 de 341,76 milhões de toneladas. No relatório anterior, a previsão era de 339,4 milhões.

     Os estoques finais estão estimados em 102,44 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 100,4 milhões de toneladas. Em fevereiro, a previsão era de 98,86 milhões.

     A projeção do USDA aposta em safra americana de 96,8 milhões de toneladas, repetindo a previsão de fevereiro. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 126 milhões de toneladas, acima do número de fevereiro, de 125 milhões, e superando a estimativa do mercado. A Argentina deverá produzir 54 milhões de toneladas, acima da previsão de fevereiro – 53 milhões – e da previsão do mercado = 53,4 milhões.

     A estimativa para as importações chinesas em 2019/20 foi mantida em 88 milhões de toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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