Com problemas de liquidez e fraca demanda, milho recua no Brasil

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Apresentação do PowerPoint

     Porto Alegre, 09 de abril de 2020 – A evolução da pandemia do coronavírus no Brasil e os efeitos sobre a comercialização pressionaram as cotações do milho nesta semana. A demanda mostra enfraquecimento e a apreensão com a redução na demanda pesa sobre as cotações nas principais praças de comercialização.

     Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, O mercado brasileiro de milho manteve um ritmo lento na comercialização e apresentou preços fracos nesta semana. O consultor diz que o mercado teve baixas sobretudo na região Sudeste. A preocupação com a liquidez continua. A semana mais curta de negócios com o feriado nesta sexta-feira, afora as restrições sociais pela pandemia, foi ruim para o consumo de carnes e as empresas estão protelando as compras de milho, afirma.

     No balanço dos últimos sete dias, o milho na base de venda em Campinas/CIF caiu de R$ 62,00 para R$ 57,00 a saca de 60 quilos, acumulando baixa no comparativo de R$ 8,1%. Na mogiana paulista a cotação passou de R$ 60,00 para R$ 56,00 a saca, queda de 6,7%.

     Já em Cascavel, no Paraná, o preço do milho na semana recuou de R$ 50,00 para R$ 49,50 a saca, baixa de 1%. Em Erechim, Rio Grande do Sul, a cotação baixou na semana na base de venda de R$ 52,50 para R$ 52,00 a saca, perda de 0,95%.

     Em Uberlândia, Minas Gerais, o milho recuou nos últimos sete dias de R$ 52,00 a saca para R$ 50,00, baixa de 3,8%. Em Rio Verde, Goiás, o cereal baixou 4%, passando de R$ 50,00 para R$ 48,00 a saca na venda. Em Rondonópolis, Mato Grosso, o milho caiu de R$ 48,00 para R$ 47,00, com declínio de 2,1%.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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