Custo de produção preocupa, mas demanda por frango reage um pouco

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     Porto Alegre, 17 de abril de 2020 – O mercado brasileiro de carne de frango segue enfrentando um cenário de margens operacionais apertadas, diante do custo de produção elevado e do excesso de oferta registrado no mercado doméstico. “Mesmo assim, ao longo da semana houve uma paralisação do movimento de queda no preço do quilo vivo e alguma reação nos valores praticados para os cortes negociados no atacado e na distribuição, o que sinaliza uma melhor resposta em termos de demanda”, destaca o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias.

     Apesar do cenário ainda complicado, o analista destaca que o setor avícola tende a ser o menos impactado frente aos demais no que tange aos efeitos do aprofundamento da recessão econômica no mercado interno decorrentes da pandemia de coronavírus. “O consumidor médio vai buscar proteínas que causem um menor impacto em sua renda, no caso cortes congelados de frango, ovo e embutidos. Alguns movimentos de preço, sinalizando essa melhor procura, já foram percebidos ao longo da semana”, avalia.

     De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram algumas alterações para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado subiu de R$ 4,85 para R$ 4,90, o quilo da coxa baixou de R$ 5,10 para R$ 4,95 e o quilo da asa teve alta de R$ 7,00 para R$ 7,20. Na distribuição, o quilo do peito passou de R$ 4,95 para R$ 5,00, o quilo da coxa recuou de R$ 5,30 para R$ 5,05 e o quilo da asa aumentou de R$ 7,10 para R$ 7,30.

     Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de algumas alterações ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito passou de R$ 4,95 para R$ 5,00, o quilo da coxa caiu de R$ 5,20 para R$ 5,05 e o quilo da asa subiu de R$ 7,10 para R$ 7,30. Na distribuição, o preço do quilo do peito aumentou de R$ 5,05 para R$ 5,10, o quilo da coxa retrocedeu de R$ 5,40 para R$ 5,15 e o quilo da asa avançou de R$ 7,20 para R$ 7,40.

     A receita diária média obtida com as exportações brasileiras de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas chegou a US$ 25,715 milhões nas duas primeiras semanas de abril, entre os dias 01 e 12.

     Na comparação com a média diária de abril de 2019, de US$ 25,493 milhões, verifica-se alta de 0,87% no valor obtido diariamente pelas exportações de carne de frango.

     Com sete dias úteis contabilizados em abril até o dia 12, foram exportadas 122,004 mil toneladas de carne de frango, com receita total de US$ 180,005 milhões e um preço médio de US$ 1.475,40 por tonelada. Os dados partem da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

     O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 3,00. Em São Paulo o quilo vivo continuou em R$ 2,30.

     Na integração catarinense a cotação do frango permaneceu em R$ 2,50. No oeste do Paraná o preço se manteve em R$ 3,20. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo prosseguiu em R$ 2,70.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango seguiu em R$ 2,90. Em Goiás o quilo vivo continuou em R$ 2,95. No Distrito Federal o quilo vivo foi mantido em R$ 3,00.

     Em Pernambuco, o quilo vivo prosseguiu em R$ 4,40. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,30 e, no Pará, o quilo vivo se manteve em R$ 4,45.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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