Dólar passa de R$ 5,41, preços da soja sobem e negócios ganham ritmo no Brasil

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     Porto Alegre, 22 de abril de 2020 – Com a alta do dólar, que rompeu a casa de R$ 5,41, os preços da soja subiram de forma consistente nessa quarta nas principais praças de comercialização do país. Com a melhora nos referenciais, a comercialização também ganhou força. Completando o quadro positivo, Chicago parou de cair.

     SAFRAS & Mercado projeta que ao menos 300 mil toneladas trocaram de mãos hoje. Destaque para volumes próximos a 50 mil toneladas no Paraná, outras 50 mil no Rio Grande do Sul e a mesma quantidade no Mato Grosso.

     Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 97,00 para R$ 98,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 97,00 para R$ 98,00. No porto de Rio Grande, o preço pulou de R$ 102,00 para R$ 104,00.

     Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 93,50 para R$ 95,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca aumentou de R$ 101,00 para R$ 103.

     Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 90,00 para R$ 92,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 84,00 para R$ 85,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 89,00 para R$ 90,00.

     Chicago

     Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mistos. As primeiras posições subiram e as demais apresentaram perdas para o grão. O farelo recuou e o óleo subiu.

     A recuperação do petróleo, a venda de 198 mil toneladas do grão para a China por parte de exportadores privados americanos e a continuidade do movimento de compras técnicas garantiram a sustentação moderada das primeiras posições. Recentemente, o mercado chegou a bater no menor nível em 11 meses, deflagrando compras de barganha.

     Mas as posições mais distantes, assim como os contratos do farelo, sentem a pressão dos efeitos do coronavírus sobre a economia global, com fechamento de plantas de empresas produtoras de carne nos Estados colocando em xeque a demanda.

     Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 4,00 centavos ou 0,48% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,34 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 8,42 1/2 por bushel, com ganho de 1,75 centavo ou 0,2%.

     Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 1,60 ou 0,54% a US$ 292,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 25,99 centavos de dólar, alta de 0,23 centavo ou 0,89% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

     O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,95%, sendo negociado a R$ 5,4120 para venda e a R$ 5,4100 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento de 3 de abril, quando fechou a R$ 5,3270. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3040 e a máxima de R$ 5,4160.

     Agenda de quinta

– 4º Levantamento de cana-de-açúcar 2019/20 no Brasil – Conab, 9hs.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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