Dólar sobe quase 2% e renova recorde com correção, atento ao BC

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    Porto Alegre, 22 de abril de 2020 – O dólar comercial fechou em forte alta de 1,95% no mercado à vista, cotado a R$ 5,4120 para venda, na máxima histórica de fechamento, em sessão de correção na volta do feriado local, exterior mais negativo para moedas de países emergentes e com apostas de que o Banco Central (BC) deverá cortar a taxa básica de juros (Selic) no início de maio.

   O gerente de mesa de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek, ressalta o viés de ajuste na volta do feriado doméstico após forte valorização da moeda norte-americana ontem em meio ao “colapso do petróleo”. Ele acrescenta que as expectativas de um corte “mais agressivo” da taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC “induziram” novas saídas de investidores estrangeiros do país.

   “A probabilidade implícita de corte de 0,75 ponto percentual [indo a 3,0% ao ano] passa dos 80%”, acrescenta o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer.  

   Com esses fatores, a moeda renovou máximas históricas sucessivamente, por quase 30 vezes ao longo da sessão e rompeu pela primeira vez o nível de R$ 5,40, levando o BC a atuar no mercado com a operação de swap cambial tradicional – equivalente a venda de dólares no mercado futuro.

   O leilão que teve volume aceito de US$ 330,0 milhões, abaixo do total

ofertado, levou a moeda a operar abaixo dos R$ 5,40, mas a divisa ganhou força perto do fim do pregão.

   Amanhã, na agenda de indicadores, o destaque fica a leitura preliminar do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade dos setores industrial e de serviços nos Estados Unidos neste mês. “O indicador será um bom termômetro sobre a economia do país”, diz Spyer. Tem ainda a prévia dos PMIs do Reino Unido e da zona do euro.

     As informações partem da Agência CMA.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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