Banco Mundial piora previsão para preços de petróleo e vê barril a US$ 38

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     Porto Alegre, 23 de abril de 2020 – O Banco Mundial revisou em baixa sua previsão para o preço do petróleo para 2020, passando-a para US$ 35 o barril ante US$ 58 o barril estimados em outubro do ano passado.  Para 2021, a instituição prevê uma recuperação para US$ 42 o barril, ainda assim abaixo da estimativa anterior de US$ 59 o barril.

     A revisão em baixa se deve à diminuição da demanda por petróleo no mundo provocada pelas medidas restritivas adotadas pelos governos para conter a disseminação do novo coronavírus.

     “A covid-19 causou uma redução maciça nos preços das matérias-primas em fevereiro e março; os mais afetados foram os preços dos produtos de energia”, diz o Banco Mundial em nota.

     “Os preços do petróleo estavam sob pressão devido a uma queda [na demanda] do setor de transporte, o menor crescimento econômico, apesar do corte de oferta da Opep e de seus parceiros”, acrescenta.

     Em 12 de abril, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados – grupo conhecido como Opep+ – anunciou um plano de corte de oferta em três fases. A primeira prevê uma redução de 9,7 milhões de barris por dia (bpd) entre 1 de maio e 30 de junho; a segunda prevê um corte de 7,7 milhões de bpd entre 1 de julho e 31 de dezembro deste ano; e a última retira 5,8 milhões de bpd no período de 1 de janeiro de 2021 a 30 de abril de 2022.

     Os membros da Opep+ farão esses cortes com base na produção de outubro de 2018, com exceção da Arábia Saudita e da Rússia, que usarão o nível de 11 milhões de bpd como referência.

     No entanto, mesmo com o novo pacto, os preços do petróleo continuaram em queda. Na segunda-feira, os contratos futuros do WTI para entrega em maio na Nymex ficaram negativos pela primeira vez na história. Com informações da Agência CMA.

     Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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