Com demanda aquecida, preço do arroz mantém escalada

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     Porto Alegre, 8 de maio de 2020 – O mercado brasileiro de arroz manteve a elevação de preços nesta primeira semana de maio, em meio à demanda aquecida pela pandemia do coronavírus. Na média do Rio Grande do Sul, referência nacional, a indicação do cereal em casca ficou em R$ 58,32 pela saca de 50 quilos no dia 7 de maio, ante R$ R$ 56,62 por saca no dia 29 de abril. Em 30 dias. a alta era de 9,27%. Frente ao mesmo período do ano anterior, o avanço era de 33,17%.

     Desde março, diante dos primeiros casos de covid-19 no Brasil, o cereal começou a sua escalada, pois os consumidores correram aos supermercados, para se abastecer de produtos não perecíveis. “A restrição de exportações em países asiáticos, para garantir a demanda local, também trouxe suporte às cotações internacionais, com elevações na Bolsa de Mercadorias de Chicago, que respingam nos preços domésticos”, lembra Gabriel Viana, analista de SAFRAS & Mercado.

     Com preços domésticos elevados, compradores ficam atentos aos mercados próximos que podem abastecer o brasileiro com valores abaixo dos praticados internamente. “Os principais parceiros nas negociações de arroz são Paraguai, Uruguai e Argentina”, lembra Viana.

     A colheita de arroz na Argentina na temporada 2019/2020 foi estimada em 92% até o dia 7 de maio, informou o Ministério da Agroindústria da Argentina. Em igual período do ano passado, a ceifa estava em 99%. Na semana anterior, a colheita atingia 88% da área. A área para 2019/20 está projetada em 186,8 mil hectares, ante 194,835 mil hectares na temporada anterior.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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