BolsaAgro realiza primeira emissão de CPR digital no mercado de algodão

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     Porto Alegre, 18 de maio de 2020 – Depois de emitir a primeira versão digital da Cédula do Produto Rural (CPR) para pecuária brasileira e atuar em títulos eletrônicos para milho, soja e outras culturas, esta semana, a plataforma BolsaAagro CPR realizou a primeira emissão para CPR de algodão. O contrato envolve a venda antecipada de algodão em pluma safra 2019/2020 com entrega no segundo semestre do ano. A operação foi totalmente conduzida pelo produtor e não pelo credor, como é corriqueiro no mercado. Em uma situação fora do ambiente digital, o trâmite envolveria contato, logística, encontros presenciais e necessidade de cartórios. Com o BolsaAgro CPR, o produtor transferiu toda essa dor de cabeça para a plataforma.

     O algodão negociado está em uma lavoura na cidade de São Desidério, no oeste da Bahia, região de difícil acesso e com custos cartoriais tradicionais elevados. O produto será entregue para uma indústria têxtil de fora do estado baiano que realizou a validação do título sem dificuldades mesmo sendo o seu primeiro contato com uma CPR digital. A operação contou com o suporte diferenciado da plataforma. “Muitas pessoas acham que os produtores rurais não estão preparados e nem sabem lidar com ferramentas como token e e-cpf, por exemplo, e isso é um mito pois a maioria já está pronta para o futuro”, declarou Edson Félix, gerente de Operações da Bolsa.

     O intermédio da negociação foi realizado pela Souza Lima Corretora, corretora de mercadorias associada à Bolsa Brasileira de Mercadorias. Com mais de 140 associadas, BBM é a maior rede de corretoras do país com 41 delas dedicadas exclusivamente para o mercado do algodão, o que significa que mais de 60% do algodão brasileiro é vendido pela Bolsa. A operação ajudou o produtor a financiar os custeios da safra no decorrer do ciclo da lavoura. O algodão da propriedade havia recém sido plantado, o que contribuiu no fluxo do caixa do produtor. Todo trâmite foi realizado de forma eletrônica, incluindo a parte cartorial e as assinaturas que foram recolhidas digitalmente. “Foi tudo muito simples e tranquilo e todos os processos foram realizados com muita transparência”, disse Marco Aurélio Oliveira, membro da corretora responsável pela emissão. As informações são da BBM.

     Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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