Para Fed, taxa de desemprego deve piorar ainda mais nos EUA

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     Porto Alegre, 21 de maio de 2020 – O presidente da unidade de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), John Williams, afirmou que a taxa de desemprego dos Estados Unidos pode ainda piorar antes de voltar aos níveis mais baixos. Além disso, para ele, ainda é difícil projetar com certeza como será a recuperação econômica.

     “De acordo com os dados de abril, a taxa de desemprego agora é de surpreendentes 14,7% – um número que eu esperava nunca ver na minha vida e que certamente piorará antes de melhorar”, afirmou Williams em evento realizado por videoconferência.

     Para ele, os dados ainda não foram capazes de mostrar os empregos perdidos seja por questões de saúde, seja porque a pessoa precisou largar seu trabalho para cuidar de parentes doentes. Além disso, eles não mostram os funcionários que tiveram sua carga horária ou salário diminuídos.

     “À medida que as medidas de distanciamento social forem relaxadas, entenderemos melhor como as diferentes indústrias são afetadas”, afirma ele.

     Ele, no entanto, chama a atenção para as incertezas que a volta à normalidade apresentam. “O que não sabemos é qual será o formato ou a escala de tempo da recuperação. Vai demorar algum tempo até que tenhamos uma visão mais clara dos efeitos em outros setores, incluindo automóveis, ensino superior, fabricação e serviços profissionais”, diz ele.

     Sobre as próximas ações do Fed, Williams disse que “o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) indicou que espera manter as taxas de juros nesse nível até ter certeza de que a economia resistiu a eventos recentes e está a caminho de atingir suas metas máximas de emprego e estabilidade de preços”. Na última reunião do comitê, as taxas foram mantidas na faixa entre zero e 0,25%.

     “Em meio a todas as mudanças que estamos passando, você pode ter certeza de uma coisa: nosso compromisso inabalável de limitar os danos econômicos da pandemia e promover condições para uma recuperação forte e sustentada”, concluiu.  As informações são da Agência CMA.

     Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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