Livro Bege do Fed aponta pessimismo nos EUA com ritmo real de recuperação econômica

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Porto Alegre, 27 de maio de 2020 – O pessimismo toma conta quando o assunto é o ritmo de recuperação da economia norte-americana dos efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus, segundo relatório do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) conhecido como Livro Bege.

O documento, que agrega informações das 12 principais regiões do país até 18 de maio, mostra ainda que embora muitos expressem esperança de que a atividade ganhe tração à medida que o processo de reabertura é implementado, as perspectivas seguem altamente incertas.

No período avaliado, o relatório indica que a atividade econômica norte-americana encolheu em todas as regiões – caindo acentuadamente na maioria – refletindo as perturbações associadas à pandemia da covid-19.

“Os gastos dos consumidores caíram ainda mais, pois o fechamento obrigatório de estabelecimentos de varejo permaneceu durante a maior parte do período da pesquisa. Os declínios foram especialmente severos no setor de lazer e hospedagem, com muito pouca atividade nos negócios de viagens e turismo”, diz.

O documento traz ainda que a maioria das regiões dos Estados Unidos relatou quedas acentuadas nas atividades de manufatura, e a produção foi notavelmente fraca em fábricas de automóveis, aeroespaciais e relacionadas à energia.

No mercado imobiliário, as vendas de residências despencaram devido, em parte, ao menor número de novas listagens e às restrições de exibições em muitas áreas, enquanto a atividade de construção também recuou à medida que novos projetos não se concretizaram em muitas regiões.

Entre os bancos, o Livro Bege mostra uma forte demanda pelos empréstimos concedidos via programa de proteção à folha de pagamento (PPP, a sigla em inglês), desenvolvido pelo governo de Donald Trump para incentivar as empresas a manter empregos.

No setor de energia, a atividade despencou depois que as empresas anunciaram o fechamento de poços de petróleo, o que levou a níveis historicamente baixos de plataformas de perfuração ativas nos Estados Unidos.

As informações são da Agência CMA.

Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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