Oferta curta e expectativa com demanda puxam preços do boi gordo

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     Porto Alegre, 05 de junho de 2020 – O mercado físico do boi gordo teve uma semana marcada por valorização nos preços. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência de curto prazo é de que os preços continuem firmes, sem espaço para correções agressivas para baixo, em um movimento atípico tratando-se de um período de final de safra, quando geralmente a oferta é maior.

     “O fato é que os níveis de oferta estão aquém do normal, ao mesmo tempo em que a um maior otimismo quanto à demanda de carne bovina com o relaxamento das medidas de isolamento social em alguns estados, mesmo sabendo-se que os patamares de consumo não voltarão àqueles de antes da pandemia. A expectativa é grande principalmente em relação ao estado de São Paulo, maior centro consumidor de carne bovina do país”, assinalou Iglesias.

     Enquanto isso, as exportações de carne bovina à China continuam ocorrendo em grande volume, com o gigante asiático procurando preencher a lacuna de oferta no mercado de proteína animal provocado pelo surto de Peste Suína Africana (PSA).

     Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 04 de junho:

* São Paulo (Capital) – R$ 196,00 a arroba, contra R$ 193,00 a arroba em 28 de maio, subindo 1,55%.

* Goiás (Goiânia) – R$ 190,00 a arroba, ante R$ 185,00 a arroba (+2,7%).

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 193,50 a arroba, contra R$ 187,00 a arroba (+3,5%).

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 185,00 a arroba, ante R$ 178,00 a arroba (+3,9%).

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 174,00 a arroba, estável.

Exportação

     As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 682,636 milhões em maio (20 dias úteis), com média diária de US$ 34,131 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 155,136 mil toneladas, com média diária de 7,756 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.400,20.

    Na comparação com maio de 2019, houve ganho de 55,66% no valor médio diário, alta de 37,23% na quantidade média diária e avanço de 13,43% no preço médio.

     Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich ([email protected]) / Agência SAFRAS

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