Preço do frango sobe com retomada da atividade econômica pelo país

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     Porto Alegre, 12 de junho de 2020 – A avicultura de corte apresentou uma interessante reação nos preços no decorrer da semana. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, a retomada da atividade econômica em algumas regiões do Brasil, com o relaxamento da quarentena determinada pelo coronavírus motivou uma reposição mais efetiva entre atacado e varejo, possibilitando um movimento de reação nas cotações. “O consumo doméstico, porém, não retornará imediatamente ao patamar anterior ao da pandemia”, alerta.

     Em relação aos custos de nutrição animal, os preços do milho cederam e a expectativa é de continuidade deste movimento, na medida que a colheita da safrinha avança no Centro-Sul. “Essa combinação de fatores permite a recuperação da margem operacional, bastante desgastada em 2020”, comenta.

     De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram boas alterações para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado subiu de  R$ 4,20 para R$ 4,50, o quilo da coxa de R$ 4,40 para R$ 4,70 e o quilo da asa de R$ 7,30 para R$ 8,00. Na distribuição, o quilo do peito avançou de R$ 4,40 para R$ 4,70, o quilo da coxa de R$ 4,60 para R$ 4,90 e o quilo da asa de R$ 7,50 para R$ 8,20.

     Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de mudanças nos preços ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito subiu de R$ 4,30 para R$ 4,60, o quilo da coxa de 4,50 para R$ 4,80 e o quilo da asa de R$ 7,40 para R$ 8,10 Na distribuição, o preço do quilo do peito avançou de R$ 4,50 para R$ 4,80, o quilo da coxa de R$ 4,70 para R$ 5,00 e o quilo da asa de R$ 7,60 para R$ 8,30.

     As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 88,557 milhões em junho (5 dias úteis), com média diária de US$ 17,771 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 69,615 mil toneladas, com média diária de 13,923 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.276,40.

     Na comparação com junho de 2019, houve queda de 43,88% no valor médio diário, baixa de 28,45% na quantidade média diária e retração de 21,57% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo avançou de R$ 2,90 para R$ 3,30. Em São Paulo o quilo vivo subiu de R$ 2,80 para R$ 3,25.

     Na integração catarinense a cotação do frango subiu de R$ 2,62 para R$ 2,80. No oeste do Paraná o preço na integração passou de R$ 3,20 para R$ 3,35. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo aumentou de R$ 2,90 para R$ 3,00.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango avançou de R$ 2,85 para R$ 3,25. Em Goiás o quilo vivo aumentou de R$ 2,85 para R$ 3,25. No Distrito Federal o quilo vivo subiu de R$ 2,90 para R$ 3,30.

     Em Pernambuco, o quilo vivo seguiu em R$ 4,40. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,30 e, no Pará, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,45.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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