BCE diz que recuperação econômica depende da duração e da eficácia das medidas

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     Porto Alegre, 25 de junho de 2020 – O Banco Central Europeu (BCE), em sua ata da reunião realizada nos dias 3 e 4 de junho, disse que “algumas reservas foram expressas sobre o momento exato e a escala proposta da expansão do envelope do PEPP”. As preferências variaram entre um envelope maior ou menor. O argumento para um pacote maior foi baseado no alto grau de incerteza em torno das perspectivas econômicas, nas perspectivas de inflação moderada e até mesmo riscos de deflação.

     Ao mesmo tempo, alguns membros defenderam uma abordagem mais cautelosa. “Foram apresentados vários argumentos a favor de uma menor expansão do PEPP, o que permitiria mais tempo para avaliar a evolução da situação econômica e as perspectivas de médio prazo para a estabilidade de preços”, diz o documento.

     “No entanto, considerou-se em geral que não agir na presente reunião poderia desencadear um aperto ainda maior das condições financeiras, em detrimento da recuperação econômica”. Os membros consideraram ainda que o PEPP e o programa de compra de ativos (APP, na sigla em inglês) são “medidas proporcionais” para alcançar a meta de inflação de perto de 2%.

     Os membros também concordaram que “Conselho do BCE faria tudo o que fosse necessário dentro de seu mandato e que continuasse pronto para ajustar todos os seus instrumentos, conforme apropriado, para garantir que a inflação se movesse em direção à meta”, incluindo a possibilidade de ajustar ainda mais o tamanho e a composição do PEPP, entre outras medidas.

     Com relação aos preços, os membros concordaram que há probabilidade elevada de inflação permanecer abaixo de 1%, com demanda fraca pressionando os preços ao menos até o final deste ano.

     Já a recuperação da economia “dependeria crucialmente da duração e da eficácia das medidas de contenção, do sucesso das políticas para mitigar o impacto adverso sobre a renda e o emprego e até que ponto a capacidade de oferta e a demanda doméstica foram afetadas mais permanentemente”.

     Por fim, os membros Conselho do BCE disserem que as políticas monetária e fiscal se complementavam cada vez mais na situação atual, e acolheram a proposta do plano de recuperação da Comissão Europeia, de 750 bilhões em estímulos para os países mais afetados pela pandemia. As informações são da Agência CMA.

     Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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