Menor disponibilidade de oferta sustenta mercado de frango em junho

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     Porto Alegre, 3 de julho de 2020 – O mercado brasileiro de frango apresentou um consistente movimento de alta nos preços ao longo do mês de junho. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, dois fatores contribuíram para este cenário. O primeiro foi a redução do alojamento de pintos de corte no segundo trimestre, o que levou a um quadro de oferta mais ajustado. O segundo foi o desempenho satisfatório das exportações no decorrer do primeiro semestre, puxado, especialmente, pela China.

     Iglesias comenta que houve também uma queda nos custos de nutrição animal ao longo do último mês, o que garantiu uma melhora da margem operacional da atividade avícola pelo país.

     De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram boas alterações para os cortes congelados de frango ao longo de junho, em comparação com o encerramento de maio. O quilo do peito no atacado subiu de R$ 4,20 para R$ 5,00, o quilo da coxa de R$ 4,40 para R$ 5,00 e o quilo da asa de R$ 7,25 para R$ 9,30. Na distribuição, o quilo do peito avançou de R$ 4,40 para R$ 5,20, o quilo da coxa de R$ 4,60 para R$ 5,20 e o quilo da asa de R$ 7,50 para R$ 9,50.

     Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de boas mudanças nos preços ao longo do mês de junho. No atacado, o preço do quilo do peito subiu de R$ 4,30 para R$ 5,10, o quilo da coxa de 4,50 para R$ 5,10 e o quilo da asa de R$ 7,35 para R$ 9,40 Na distribuição, o preço do quilo do peito avançou de R$ 4,50 para R$ 5,30, o quilo da coxa de R$ 4,70 para R$ 5,30 e o quilo da asa de R$ 7,60 para R$ 9,60.

     As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 408,234 milhões em junho (21 dias úteis), com média diária de US$ 19,439 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 320,817 mil toneladas, com média diária de 15,277 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.272,50.

     Na comparação com junho de 2019, houve queda de 38,61% no valor médio diário, baixa de 21,49% na quantidade média diária e retração de 21,81% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo avançou de R$ 2,90 para R$ 3,70. Em São Paulo o quilo vivo subiu de R$ 2,80 para R$ 3,50.

     Na integração catarinense a cotação do frango subiu de R$ 2,62 para R$ 2,95. No oeste do Paraná o preço na integração passou de R$ 3,20 para R$ 3,50. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo aumentou de R$ 2,90 para R$ 3,30.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango avançou de R$ 2,85 para R$ 3,65. Em Goiás o quilo vivo aumentou de R$ 2,85 para R$ 3,65. No Distrito Federal o quilo vivo subiu de R$ 2,90 para R$ 3,65.

     Em Pernambuco, o quilo vivo subiu de R$ 4,40 para R$ 4,65. No Ceará a cotação do quilo vivo passou de R$ 4,30 para R$ 4,40 e, no Pará, o quilo vivo avançou de R$ 4,45 para R$ 4,50.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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