Para Abag, agronegócio reagiu bem aos efeitos da pandemia

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Noticias do agronegocio
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    Porto Alegre, 31 de julho de 2020 – O agronegócio reagiu bem aos efeitos da pandemia e a tendência é que continue apresentando um bom desempenho. A avaliação foi feira pelo presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Marcello Brito, durante coletiva que antecede ao Congresso Brasileiro do Agronegócio, que será realizado na segunda, 3, de forma virtual.

     “O agronegócio continua bem e a tendência é que siga bem no pós pandemia. Alguns setores foram atingidos, mas as economias foram irrigadas, o que deve manter o agro funcionado, já que é um setor essencial”, disse Brito.

     O dirigente lembra que a valorização do dólar frente ao real, efeito da crise econômica global causada pelo coronavírus, é outro fator que beneficia o agro brasileiro. “Merece atenção, no entanto, a demanda interna, ainda sustentada pelo auxílio emergencial concedido pelo governo. Mas essa é uma questão que não se sustentará. Desemprego e falta do auxílio são pontos que precisam ser avaliados e que podem afetar parcialmente o agronegócio”,

      Marcello Brito destacou ainda que mais de 40% da safra do ano quede alguns produtos já está comprometida. Segundo ele, o setor não perderá em qualidade e produtividade, salvo algumas culturas perenes, que exigem maior mão de obra. “Não vejo queda de produtividade para a próxima safra. Principalmente para as culturas mais tecnificadas”.

     Na avaliação do dirigente, a tensão comercial entre China e Estados Unidos pode trazer problemas e benefícios para o Brasil.  “Até o momento tem trazido benefícios”, frisou, ressalvando que a guerra não será eterna e a racionalidade vai prevalecer. “E voltando ao normal, alguns setores brasileiros poderão perder alguma fatia”.

      Brito destacou que a China tende a ser a principal compradora de produtos brasileiros. Segundo ele, a influência chinesa envolve questões de logística e de geopolítica, incluindo outros países da região.

     “A relação do Brasil com a China deve ser tão boa quanto com os Estados Unidos. Não devemos tomar parte nessa briga e temos que aproveitar a relação com as duas partes. Não podemos perder nenhum desse mercados. Todo cuidado é pouco em relação a esta situação”, disse.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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