Algodão recua em NY pressionado pelo relatório do USDA

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     Porto Alegre, 12 de agosto de 2020 – A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quarta-feira.

     O mercado viveu no dia a expectativa pela divulgação do relatório de oferta e demanda de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os dados divulgados foram considerados baixistas, ao elevar a projeção de produção e estoques norte-americanos. Nos números mundiais, também aumentou a estimativa dos estoques globais.

      O relatório estimou a produção de algodão dos Estados Unidos na temporada 2020/21 em 18,08 milhões de fardos, ante 17,5 milhões no relatório anterior. Para a safra 2019/20, são

esperados 19,91 milhões de fardos. As exportações deverão ficar em 15 milhões de fardos em 2020/21, mesmo patamar do mês passado. O consumo interno foi previsto em 2,7 milhões de fardos para 2020/21, ante 2,8 milhões no relatório anterior.

     Baseado nas estimativas de produção, exportação e consumo, os estoques finais norte-americanos foram previstos em 7,6 milhões de fardos para a temporada 2020/21, contra 6,8 milhões estimados no mês anterior. Para a safra 2019/20, são esperados 7,2 milhões de fardos.

     O USDA estimou a produção global de algodão em 117,53 milhões de fardos, ante 116,25 milhões no mês passado. Para 2019/20, são esperados 122,99 milhões de fardos. As exportações mundiais de algodão foram estimadas em 41,59 milhões de fardos para 2020/21, ante 41,81 milhões no mês passado. A estimativa para o consumo mundial é de 113,05 milhões de fardos, ante 114,29 milhões de fardos em 2019/20. Os estoques finais foram projetados em 104,91 milhões de fardos, ante 102,77 milhões projetados no mês passado.

     Os contratos com entrega em dezembro/2020 fecharam no dia a 62,20 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,29 centavo, ou de 2,0%. Março/2021 fechou a 63,14 centavos, com declínio de 1,19 centavo, ou de 1,8%.