Comercialização de café do Brasil 2020/21 segue adiantada em 51%

147

    Porto Alegre, 14 de agosto de 2020 – A comercialização da safra nova de café do Brasil 2020/21 (julho/junho), que está em final de colheita, segue adiantada em relação ao ano passado e à média normal e chega a 51% até o dia 10 de agosto. O dado faz parte de levantamento de SAFRAS & Mercado, que mostra que as vendas evoluíram em 11 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

     As vendas estão avançadas em relação ao ano passado, quando 42% da safra 2019/20 estava comercializada até então e também acima da média dos últimos 5 anos para o período, que é de 37%. Já foram comercializadas 34,42 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2020/21 de café brasileira de 68,1 milhões de sacas.

     Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, o rally (alta acentuada nos preços) na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e o dólar alto acabaram estimulando as vendas no mercado físico. “E, como não é todo dia que o café dispara em plena safra, lógico que o produtor aproveitou para acelerar as negociações”, comenta.

     O arábica se destaca com 53% da produção negociada (entre vendas antecipadas e disponível), contra 41% em igual período do ano passado e 36% de média. As vendas de conilon alcançam 45% da produção, contra 43% em igual período do ano passado e de média.

COLHEITA

     Enquanto isso, a colheita de café da safra brasileira 2020/21 estava em 90% até o dia 11 de agosto, segundo levantamento de SAFRAS. Na semana anterior, o índice era de 84%. Assim, é apontado que foram colhidas 61,15 milhões de sacas até o dia 11, de uma produção estimada em 68,1 milhões de sacas.

     A colheita está atrasada em relação ao ano passado, quando 96% da safra estava colhida neste período. Os trabalhos estão levemente acima da média dos últimos 5 anos, que é de 89%.

     Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, o clima continua favorecendo o andamento dos trabalhos de colheita no Brasil, à exceção da Bahia, onde a elevada umidade tem afetado tanto a colheita e secagem do café como também a qualidade da bebida.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Copyright 2020 – Grupo CMA